Banhado pelo oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, o arquipélago de Marajó (PA) tem quase 50 mil quilômetros quadrados, uma extensão territorial maior que a Bélgica, por exemplo. São 16 municípios e problemas imensos, como a pobreza, a falta de emprego e renda, gravidez precoce de adolescentes e a prostituição infantil.
“É uma localidade onde há carência de tudo. Os moradores vivem sem cidadania. E, por isso, delitos contra a infância e a juventude são comuns. Não há justiça” – diz a paraense Marisa Romão, assessora da Secretaria de Igualdade Racial, com a propriedade de quem conhece bem a região.
Foi pensando em olhar com mais atenção para a população isolada do arquipélago que o programa Abrace o Marajó foi criado e incorporado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nesta sexta-feira (12), o Navio Auxiliar Pará, da Marinha Brasileira, partiu da base Naval de Val de Cães, em Belém, levando mais de 15 mil cestas básicas para serem distribuídas para famílias que estão cadastradas nos programas sociais do governo (CAD Único) nas cidadezinhas de Afuá (38 mil habitantes) e Chaves.
As cestas foram montadas em São Paulo, numa parceria do ministério com a rede Carrefour e a Associação Paulista de Atacadistas e Supermercadistas (Apas).
“Marajó não será só uma ilha cercada de água por todos os lados, quando o navio auxiliar chegar até lá, ela será uma ilha cercada de solidariedade por todos os lados”, disse o comandante Robledo de Lemos Costa e Sá, do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.
Navio da Esperança
Domingo, quando o velho catamarã – construído em 1982 – chegar até as cidadezinhas, ele será visto como o “Navio da Esperança” para milhares de famílias.
“São pessoas humildes, mas muito amigas. Elas aguardam a chegada do navio, até porque se nessa missão estamos levando cestas básicas, em outras, houve atendimento médico e odontológico dentro do navio. Aqui se faz mamografia, exames e há até farmácia para retirada dos medicamentos prescritos”, disse o comandante do Navio Auxiliar Pará, Ribeiro Costa, que já foi quatro vezes à cidade de Afuá.

Municípios esquecidos
Para quem mora nos municípios da parte oriental da Ilha de Marajó, mais próxima de Belém, a viagem é, relativamente rápida. Há duas empresas que fazem a operação do terminal hidroviário da capital paraense até a Ilha de Marajó via balsas, em três horas e meia. Para quem tem mais condições, é possível embarcar num catamarã expresso, que faz a mesma viagem em duas horas.
Porém, há vários municípios ribeirinhos, mais distantes de Belém, que acabam ficando mais esquecidos. Estão longe do movimento de turistas e longe dos recursos que essa atividade econômica propicia.
É o caso de Melgaço, cidade de 26 mil habitantes às margens do Rio Tajapuru, que tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os mais de 5.600 municípios do país. “São oito cidades da Ilha de Marajó que estão entre os 50 piores IDHs do Brasil”, disse Marisa Romão.
Em outros municípios, como Chaves, de 23 mil habitantes – um vilarejo cercado por uma praia de areia amarela e água doce -, sequer há uma agência lotérica para os moradores sacarem o dinheiro do Bolsa Família ou do auxílio emergencial do governo.
Visita da primeira-dama
Na segunda-feira (15), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a primeira-dama Michelle Bolsonaro chegarão a Marajó, onde participarão da entrega das cestas básicas em Afuá e na zona rural do Rio São Cosmo.
Depois, a ministra e a primeira-dama irão até o município de Muaná (40 mil habitantes), onde dois navios – um do Instituto Nacional do Seguro Social e outro da Caixa Econômica Federal – estarão atracados, participando de ações de pagamento de benefícios sociais à população insular.
Empresas serão informadas sobre o crédito
A Polícia Militar, por meio da 1ª Unidade de Segurança Comunitária (USC), prendeu, nessa terça-feira (9), dois indivíduos por assaltos à mão armada na região da BR-135.
Os policiais militares se deslocavam em direção à VIP Leilão, quando foram informados por populares de que um assalto havia acontecido minutos antes, no ônibus da linha Coqueiro.
De imediato, os policiais realizaram diligências nas proximidades, e os suspeitos foram encontrados na Vila Sarney. Foi realizada a abordagem e, na busca pessoal, os militares encontraram um revólver calibre 32 com dois projéteis intactos, seis aparelhos celulares, dois relógios de pulso, joias e outros objetos.
As vítimas reconheceram os dois envolvidos no assalto, e os indivíduos foram apresentados na delegacia, bem como os objetos apreendidos.
(Informações da SSP-MA)
AQUILES EMIR
Pela primeira vez, desde o início das divulgações dos números de coronavirus, os dados do Maranhão foram atualizados antes das 18h. Até semana passada, o boletim do Ministério da Saúde trazia informações do dia anterior, mas nesta segunda-feira (08), os registros de casos confirmados, óbitos etc estavam disponíveis no início da noite no site do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS).
Conforme a atualização, foram notificados 39 casos de mortes, e assim o estado já tem 1.247 óbitos, já que no domingo foram 1.208. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), os casos confirmados no estado são 49,3 mil. O estado ainda teria 788 casos suspeitos.
Hospital – Nesta segunda, mais um equipamento de saúde foi entregue no estado. Trata-se do Hospital Dr. Rubens Jorge, em Lago da Pedra. Com 50 leitos, e áreas exclusivas para tratamento da Covid-19, a unidade hospitalar atenderá pacientes de urgência e emergência e dará suporte à rede de saúde da região.
O novo hospital de Lago da Pedra tem salas exclusivas para tratamento de pacientes com quadros graves e moderados do novo coronavírus, com as salas vermelhas e amarelas. Na sala vermelha, que tem quatro leitos, ficam os pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Já na amarela, também com quatro leitos, ficam os casos de gravidade moderada, que precisam de cuidados especiais ou que estão saindo da sala vermelha. Além disso, o hospital conta com três consultórios clínicos, inclusive ginecológico, laboratório, apartamentos enfermarias com os leitos, quatro salas de isolamento, centro cirúrgico e sala para raio-x. Conta ainda com salas para recuperação pós anestésico, assistência social, cozinha, refeitório e estacionamento exclusivo.
(Com informações da Secap)
Proposta proíbe estrangulamentos e facilita a punição de agentes acusados de má conduta
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Protestos contra o racismo ocorrem diariamente por todo o paísF FOTO AP PHOTO/EVAN VUCCI |
O Congresso dos Estados Unidos começou a debater, nesta segunda-feira (8), um projeto de lei com o objetivo de reformar o sistema policial, em resposta a algumas das demandas dos protestos que se espalharam pelo país após a morte de George Floyd.
A proposta de legislação, elaborada por membros do Partido Democrata na Câmara e no Senado americanos, cria um registro nacional sobre a má conduta policial e torna mais fácil processar os agentes acusados de más práticas.
Além disso, o projeto de lei proíbe estrangulamentos e outras táticas de abordagem violenta, como a utilizada pelo policial responsável pela morte de Floyd.
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, a senadora Kamala Harris e outros congressistas do Partido Democrata fizeram um tributo a Floyd no início da tarde desta segunda, antes de iniciarem a discussão sobre as reformas.
"Está na hora de mudar a cultura da polícia em muitos departamentos por todo o país", disse a congressista democrata Karen Bass, uma das autoras do projeto, em uma publicação no Twitter.
Para Bass, a onda de manifestações, que voltou a ser pacífica depois de uma escalada de violência, aumentou a pressão sobre os legisladores.
"A paixão que as pessoas estão demonstrando [nos protestos] vai lançar as bases para o momento de promovermos a mudança que precisamos fazer", disse, em entrevista à CNN.
Para que a lei seja aprovada, entretanto, serão necessários os apoios dos republicanos, que são maioria no Senado americano, e do presidente Donald Trump.
Outro ponto-chave da proposta que será apresentada pelos democratas é o fim da "imunidade qualificada", espécie de excludente de ilicitude que oferece respaldo legal a policiais quando alguém morre sob sua custódia.
O secretário de Justiça dos EUA, William Barr, afirmou, neste domingo (7), que qualquer medida no sentido de reduzir a imunidade dos policiais não receberá seu apoio.
Barr também disse que não acha que o racismo é um problema sistêmico na polícia americana, embora tenha reconhecido que "durante a maior parte da história, as instituições americanas foram explicitamente racistas".
A mensagem comum das manifestações antirracismo nos EUA foi a determinação de transformar a indignação gerada pela morte de Floyd em um movimento mais amplo, buscando reformas de longo alcance no sistema de justiça criminal americano e no tratamento dado a minorias sociais.
Em Minneapolis, palco dos primeiros protestos e cidade onde Floyd foi assassinado, 9 dos 13 membros do Conselho Municipal se comprometeram, neste domingo, a abolir o Departamento de Polícia e criar um novo sistema de segurança púbica liderado pela comunidade.
Na cidade de Nova York, o prefeito Bill de Blasio também prometeu reverter parte do orçamento da polícia a serviços sociais.
"Estamos comprometidos em ver uma mudança de financiamento em serviços para a juventude e em serviços sociais, que acontecerá, literalmente, nas próximas três semanas, mas não vou entrar em detalhes porque [a mudança] está sujeit a negociação e nós queremos descobrir o que faz sentido."
O prefeito não informou exatamente quanto planeja retirar dos US$ 6 bilhões (R$ 29,7 bi) anuais destinados à polícia de Nova York, mas disse que os detalhes serão apresentados em 1º de julho, prazo final do orçamento da administração municipal.
Na sexta (6), Andrew Cuomo, governador do estado, disse que vai aprovar um conjunto de reformas que incluem a disponibilização pública de registros disciplinares da polícia, a proibição de estrangulamentos e a criminalização de chamadas de emergência à polícia baseadas em aspectos raciais de possíveis suspeitos.
No estado da Califórnia, o governador Gavin Newsom disse que impediria uma agência estadual de treinamento da polícia de ensinar uma técnica de contenção que envolve a restrição da artéria carótida, responsável pela circulação de sangue na cabeça.
A técnica deixa a vítima inconsciente e pode levar à morte, como no caso de Floyd.
Aos 46 anos, Floyd, homem negro, foi abordado por quatro policiais em Minneapolis, depois que o atendente de uma loja acionou os agentes acusando Floyd de tentar passar uma nota falsa de US$ 20 dólares.
Mais tarde, a versão dos policiais foi de que Floyd ofereceu resistência. O vídeo que viralizou nas redes sociais e serviu de gatilho para os protestos em várias cidades do mundo mostra, entretanto, um dos policiais, Derek Chauvin, usando o joelho para pressionar o pescoço de Floyd contra o chão por quase nove minutos.
De acordo com as imagens, Chauvin ignorou os avisos de Floyd, de que não estava conseguindo respirar, e os apelos das testemunhas, que apontavam uso excessivo de força.
Os quatro policiais foram demitidos assim que o caso veio à tona. Chauvin agora está sendo acusado de homicídio em segundo grau, o equivalente a homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele pode pegar até 40 anos de prisão. Os outros três policiais que acompanharam a abordagem foram indiciados como cúmplices.
Nesta segunda, Chauvin deve comparecer à corte que conduzirá seu julgamento. Será sua primeira aparição pública desde que ele foi preso e transferido para uma prisão de segurança máxima, considerada a mais segura do estado de Minnesota.
A ampliação das acusações contra os policiais parece ter sido o fator que interrompeu a escalada de violência dos protestos contra a morte de Floyd.
Durante a primeira semana de manifestações, foram registrados incêndios em carros e prédios, saques em lojas e conflitos com policiais em centenas de cidades americanas.
Nos últimos dias, entretanto, os atos seguem, em sua maioria, pacíficos. A exceção neste domingo foi um homem que dirigiu seu carro contra uma multidão que se manifestava em Seattle, no estado de Washington.
Em seguida, o motorista atirou contra um dos manifestantes, saiu correndo e se entregou a polícia. De acordo com autoridades locais, o homem baleado foi levado ao hospital em condições estáveis, e ninguém mais ficou ferido.
Também neste domingo, Trump ordenou a retirada das tropas da Guarda Nacional de Washington, mas disse que "elas podem retornar rapidamente, se necessário".
A Guarda Nacional foi acionada por quase todos os estados americanos na tentativa de reforçar o apoio às forças de segurança locais para conter protestos violentos e garantir o cumprimento dos toques de recolher estabelecidos em grande parte das mais de 700 cidades onde foram registradas manifestações, de acordo com um levantamento do jornal americano USA Today.
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Marinha vai levar 16 mil cestas básicas para a Ilha de Marajó
Banhado pelo oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, o arquipélago de Marajó (PA) tem quase 50 mil quilômetros quadrados, uma extensão territorial maior que a Bélgica, por exemplo. São 16 municípios e problemas imensos, como a pobreza, a falta de emprego e renda, gravidez precoce de adolescentes e a prostituição infantil.
“É uma localidade onde há carência de tudo. Os moradores vivem sem cidadania. E, por isso, delitos contra a infância e a juventude são comuns. Não há justiça” – diz a paraense Marisa Romão, assessora da Secretaria de Igualdade Racial, com a propriedade de quem conhece bem a região.
Foi pensando em olhar com mais atenção para a população isolada do arquipélago que o programa Abrace o Marajó foi criado e incorporado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nesta sexta-feira (12), o Navio Auxiliar Pará, da Marinha Brasileira, partiu da base Naval de Val de Cães, em Belém, levando mais de 15 mil cestas básicas para serem distribuídas para famílias que estão cadastradas nos programas sociais do governo (CAD Único) nas cidadezinhas de Afuá (38 mil habitantes) e Chaves.
As cestas foram montadas em São Paulo, numa parceria do ministério com a rede Carrefour e a Associação Paulista de Atacadistas e Supermercadistas (Apas).
“Marajó não será só uma ilha cercada de água por todos os lados, quando o navio auxiliar chegar até lá, ela será uma ilha cercada de solidariedade por todos os lados”, disse o comandante Robledo de Lemos Costa e Sá, do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.
Navio da Esperança
Domingo, quando o velho catamarã – construído em 1982 – chegar até as cidadezinhas, ele será visto como o “Navio da Esperança” para milhares de famílias.
“São pessoas humildes, mas muito amigas. Elas aguardam a chegada do navio, até porque se nessa missão estamos levando cestas básicas, em outras, houve atendimento médico e odontológico dentro do navio. Aqui se faz mamografia, exames e há até farmácia para retirada dos medicamentos prescritos”, disse o comandante do Navio Auxiliar Pará, Ribeiro Costa, que já foi quatro vezes à cidade de Afuá.

Municípios esquecidos
Para quem mora nos municípios da parte oriental da Ilha de Marajó, mais próxima de Belém, a viagem é, relativamente rápida. Há duas empresas que fazem a operação do terminal hidroviário da capital paraense até a Ilha de Marajó via balsas, em três horas e meia. Para quem tem mais condições, é possível embarcar num catamarã expresso, que faz a mesma viagem em duas horas.
Porém, há vários municípios ribeirinhos, mais distantes de Belém, que acabam ficando mais esquecidos. Estão longe do movimento de turistas e longe dos recursos que essa atividade econômica propicia.
É o caso de Melgaço, cidade de 26 mil habitantes às margens do Rio Tajapuru, que tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os mais de 5.600 municípios do país. “São oito cidades da Ilha de Marajó que estão entre os 50 piores IDHs do Brasil”, disse Marisa Romão.
Em outros municípios, como Chaves, de 23 mil habitantes – um vilarejo cercado por uma praia de areia amarela e água doce -, sequer há uma agência lotérica para os moradores sacarem o dinheiro do Bolsa Família ou do auxílio emergencial do governo.
Visita da primeira-dama
Na segunda-feira (15), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a primeira-dama Michelle Bolsonaro chegarão a Marajó, onde participarão da entrega das cestas básicas em Afuá e na zona rural do Rio São Cosmo.
Depois, a ministra e a primeira-dama irão até o município de Muaná (40 mil habitantes), onde dois navios – um do Instituto Nacional do Seguro Social e outro da Caixa Econômica Federal – estarão atracados, participando de ações de pagamento de benefícios sociais à população insular.
Governo anuncia R$ 15,9 bi para empréstimos a pequenos negócios
Empresas serão informadas sobre o crédito
Polícia Militar prende dois indivíduos por assaltos à mão armada
Os policiais militares se deslocavam em direção à VIP Leilão, quando foram informados por populares de que um assalto havia acontecido minutos antes, no ônibus da linha Coqueiro.
De imediato, os policiais realizaram diligências nas proximidades, e os suspeitos foram encontrados na Vila Sarney. Foi realizada a abordagem e, na busca pessoal, os militares encontraram um revólver calibre 32 com dois projéteis intactos, seis aparelhos celulares, dois relógios de pulso, joias e outros objetos.
As vítimas reconheceram os dois envolvidos no assalto, e os indivíduos foram apresentados na delegacia, bem como os objetos apreendidos.
(Informações da SSP-MA)
Maranhão registra mais 39 casos e número de mortos por Covid-19 chega a 1.247 nesta segunda-feira
AQUILES EMIR
Pela primeira vez, desde o início das divulgações dos números de coronavirus, os dados do Maranhão foram atualizados antes das 18h. Até semana passada, o boletim do Ministério da Saúde trazia informações do dia anterior, mas nesta segunda-feira (08), os registros de casos confirmados, óbitos etc estavam disponíveis no início da noite no site do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS).
Conforme a atualização, foram notificados 39 casos de mortes, e assim o estado já tem 1.247 óbitos, já que no domingo foram 1.208. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), os casos confirmados no estado são 49,3 mil. O estado ainda teria 788 casos suspeitos.
Hospital – Nesta segunda, mais um equipamento de saúde foi entregue no estado. Trata-se do Hospital Dr. Rubens Jorge, em Lago da Pedra. Com 50 leitos, e áreas exclusivas para tratamento da Covid-19, a unidade hospitalar atenderá pacientes de urgência e emergência e dará suporte à rede de saúde da região.
O novo hospital de Lago da Pedra tem salas exclusivas para tratamento de pacientes com quadros graves e moderados do novo coronavírus, com as salas vermelhas e amarelas. Na sala vermelha, que tem quatro leitos, ficam os pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Já na amarela, também com quatro leitos, ficam os casos de gravidade moderada, que precisam de cuidados especiais ou que estão saindo da sala vermelha. Além disso, o hospital conta com três consultórios clínicos, inclusive ginecológico, laboratório, apartamentos enfermarias com os leitos, quatro salas de isolamento, centro cirúrgico e sala para raio-x. Conta ainda com salas para recuperação pós anestésico, assistência social, cozinha, refeitório e estacionamento exclusivo.
(Com informações da Secap)
Governador Flávio Dino anuncia para julho possibilidade de aulas presenciais no Maranhão
Congresso inicia debate sobre lei para reformar sistema policial dos EUA
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Protestos contra o racismo ocorrem diariamente por todo o paísF FOTO AP PHOTO/EVAN VUCCI |
O Congresso dos Estados Unidos começou a debater, nesta segunda-feira (8), um projeto de lei com o objetivo de reformar o sistema policial, em resposta a algumas das demandas dos protestos que se espalharam pelo país após a morte de George Floyd.
A proposta de legislação, elaborada por membros do Partido Democrata na Câmara e no Senado americanos, cria um registro nacional sobre a má conduta policial e torna mais fácil processar os agentes acusados de más práticas.
Além disso, o projeto de lei proíbe estrangulamentos e outras táticas de abordagem violenta, como a utilizada pelo policial responsável pela morte de Floyd.
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, a senadora Kamala Harris e outros congressistas do Partido Democrata fizeram um tributo a Floyd no início da tarde desta segunda, antes de iniciarem a discussão sobre as reformas.
"Está na hora de mudar a cultura da polícia em muitos departamentos por todo o país", disse a congressista democrata Karen Bass, uma das autoras do projeto, em uma publicação no Twitter.
Para Bass, a onda de manifestações, que voltou a ser pacífica depois de uma escalada de violência, aumentou a pressão sobre os legisladores.
"A paixão que as pessoas estão demonstrando [nos protestos] vai lançar as bases para o momento de promovermos a mudança que precisamos fazer", disse, em entrevista à CNN.
Para que a lei seja aprovada, entretanto, serão necessários os apoios dos republicanos, que são maioria no Senado americano, e do presidente Donald Trump.
Outro ponto-chave da proposta que será apresentada pelos democratas é o fim da "imunidade qualificada", espécie de excludente de ilicitude que oferece respaldo legal a policiais quando alguém morre sob sua custódia.
O secretário de Justiça dos EUA, William Barr, afirmou, neste domingo (7), que qualquer medida no sentido de reduzir a imunidade dos policiais não receberá seu apoio.
Barr também disse que não acha que o racismo é um problema sistêmico na polícia americana, embora tenha reconhecido que "durante a maior parte da história, as instituições americanas foram explicitamente racistas".
A mensagem comum das manifestações antirracismo nos EUA foi a determinação de transformar a indignação gerada pela morte de Floyd em um movimento mais amplo, buscando reformas de longo alcance no sistema de justiça criminal americano e no tratamento dado a minorias sociais.
Em Minneapolis, palco dos primeiros protestos e cidade onde Floyd foi assassinado, 9 dos 13 membros do Conselho Municipal se comprometeram, neste domingo, a abolir o Departamento de Polícia e criar um novo sistema de segurança púbica liderado pela comunidade.
Na cidade de Nova York, o prefeito Bill de Blasio também prometeu reverter parte do orçamento da polícia a serviços sociais.
"Estamos comprometidos em ver uma mudança de financiamento em serviços para a juventude e em serviços sociais, que acontecerá, literalmente, nas próximas três semanas, mas não vou entrar em detalhes porque [a mudança] está sujeit a negociação e nós queremos descobrir o que faz sentido."
O prefeito não informou exatamente quanto planeja retirar dos US$ 6 bilhões (R$ 29,7 bi) anuais destinados à polícia de Nova York, mas disse que os detalhes serão apresentados em 1º de julho, prazo final do orçamento da administração municipal.
Na sexta (6), Andrew Cuomo, governador do estado, disse que vai aprovar um conjunto de reformas que incluem a disponibilização pública de registros disciplinares da polícia, a proibição de estrangulamentos e a criminalização de chamadas de emergência à polícia baseadas em aspectos raciais de possíveis suspeitos.
No estado da Califórnia, o governador Gavin Newsom disse que impediria uma agência estadual de treinamento da polícia de ensinar uma técnica de contenção que envolve a restrição da artéria carótida, responsável pela circulação de sangue na cabeça.
A técnica deixa a vítima inconsciente e pode levar à morte, como no caso de Floyd.
Aos 46 anos, Floyd, homem negro, foi abordado por quatro policiais em Minneapolis, depois que o atendente de uma loja acionou os agentes acusando Floyd de tentar passar uma nota falsa de US$ 20 dólares.
Mais tarde, a versão dos policiais foi de que Floyd ofereceu resistência. O vídeo que viralizou nas redes sociais e serviu de gatilho para os protestos em várias cidades do mundo mostra, entretanto, um dos policiais, Derek Chauvin, usando o joelho para pressionar o pescoço de Floyd contra o chão por quase nove minutos.
De acordo com as imagens, Chauvin ignorou os avisos de Floyd, de que não estava conseguindo respirar, e os apelos das testemunhas, que apontavam uso excessivo de força.
Os quatro policiais foram demitidos assim que o caso veio à tona. Chauvin agora está sendo acusado de homicídio em segundo grau, o equivalente a homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele pode pegar até 40 anos de prisão. Os outros três policiais que acompanharam a abordagem foram indiciados como cúmplices.
Nesta segunda, Chauvin deve comparecer à corte que conduzirá seu julgamento. Será sua primeira aparição pública desde que ele foi preso e transferido para uma prisão de segurança máxima, considerada a mais segura do estado de Minnesota.
A ampliação das acusações contra os policiais parece ter sido o fator que interrompeu a escalada de violência dos protestos contra a morte de Floyd.
Durante a primeira semana de manifestações, foram registrados incêndios em carros e prédios, saques em lojas e conflitos com policiais em centenas de cidades americanas.
Nos últimos dias, entretanto, os atos seguem, em sua maioria, pacíficos. A exceção neste domingo foi um homem que dirigiu seu carro contra uma multidão que se manifestava em Seattle, no estado de Washington.
Em seguida, o motorista atirou contra um dos manifestantes, saiu correndo e se entregou a polícia. De acordo com autoridades locais, o homem baleado foi levado ao hospital em condições estáveis, e ninguém mais ficou ferido.
Também neste domingo, Trump ordenou a retirada das tropas da Guarda Nacional de Washington, mas disse que "elas podem retornar rapidamente, se necessário".
A Guarda Nacional foi acionada por quase todos os estados americanos na tentativa de reforçar o apoio às forças de segurança locais para conter protestos violentos e garantir o cumprimento dos toques de recolher estabelecidos em grande parte das mais de 700 cidades onde foram registradas manifestações, de acordo com um levantamento do jornal americano USA Today.
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