Detentos de todas as unidades prisionais da capital maranhense estão em greve de fome desde a última segunda-feira (28). Eles reivindicam o retorno dos presos transferidos para presídios federais, com exceção dos líderes da rebelião mais sangrenta do Maranhão, ocorrida em novembro de 2010, (Rone Lopes da Silva, o “Rone Boy”, Marinaldo Assunção Roxo, o “Serequinha”, e Nílson da Silva Sousa, o “Diferente”).
De acordo com o superintendente de Controle e Execução Penal da Capital, Fredson Pinheiro Maciel, a greve é considerada pacífica, sem a existência de badernas. Uma comissão formada por um juiz, um promotor de Justiça e uma defensora pública, cujos nomes não foram informados, estaria responsável por fazer as negociações com os detentos, que não teriam aceitado estabelecer nenhum tipo de conversa com qualquer representante da Secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária (Sejap). “O que a comissão acatar, nós iremos cumprir”, afirmou Fredson Maciel.
Foto: G. Ferreira
Rebelião, ocorrida em novembro de 2010, resultou na morte de 18 detentos
Segundo o superintendente, o retorno dos presos depende de uma decisão judicial, que poderá ou não atacar o pedido de revogação, feito pela Sejap, para mais um ano da permanência destes presos nos presídios federais. O primeiro requerimento, conforme explicou Fredson Maciel, foi feito em agosto deste ano, antes mesmo de a secretaria receber o comunicado de que o prazo de prorrogação iria exceder. “No dia 10 deste mês, recebemos esse comunicado e decidimos fazer, logo em seguida, o pedido de revogação, desta vez para o Ministério da Justiça. Agora, estamos aguardando a resposta”, detalhou.
Conforme contou Fredson Maciel, os detentos em greve alegam que não concordaram com a ação violenta dos líderes da rebelião ocorrida em novembro do ano passado, e por esse motivo não querem seu retorno para Pedrinhas. Entretanto, consideram a transferência dos demais como sendo injustas e exigem o retorno deles para as unidades prisionais da capital do Maranhão. “Se a justiça determinar o retorno também dos líderes da rebelião para Pedrinhas, teremos que separar esses presos em uma unidade do Estado, para garantir a sua integridade física, uma vez que eles não são bem vindos pelos presos que estão nas unidades de São Luís”, revelou o superintendente.
Até o momento, três dos presos que foram transferidos para presídios federais já retornaram para o Maranhão e estão no presídio militar, situado no Comando Geral da PMMA, no Calhau. São eles: Ronilson Coutinho, o “Pixuca”; Allan Kardec Silva Mota e Rone Lopes da Silva, o “Rone Boy”, todos vindo do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande. Francisco Henrique França Júnior, o “Junior Nike”, também já está sendo transferido do mesmo presídio e deverá chegar a São Luís até o dia 10 de dezembro. Ainda permanecem fora do Maranhão mais 26 detentos, sendo que 21 estão em Campo Grande e cinco em Catanduvas (PR).
Presos que ainda estão no Presídio de Campo Grande
Agno da Silva Pereira
Bruno Monteiro da Silva
Carlos Augusto Reis Máximo – o “Gugu Branco”
Carlos Flaviano Moraes – o “Flávio”
Charles da Luz – o “Pinduca”
Dilson da Costa Sousa
Dino Cesar Vieira Lemos – o “Dino Gordo”
Emerson Pavão Diniz – o “Perninha”
Fábio Coelho dos Santos – o “Fabinho Matador”
Genilson Pereira – o “Baiacú”
Helton Rocha de Araújo – o “Pimpolho”
Hilton John Alves Araujo – o “Praguinha”
Jailton Sousa Ferreira – o “Curtinho”
João Fernando dos Santos Rodrigues – o “Neguinho da Bacia”
Marinaldo Assunção Roxo – o “Serequinha”
Nilson da Silva Sousa – o “Diferente”
Ronildo Dias dos Santos
Wendell Marcel Machado Urbano – o “Moreno”
Cleiton de Brito Costa
Frandoaldo Rocha Sousa
Lindomar de Farias Silva

Presos que ainda estão no Presídio de Catanduvas
Antonio José Vieira de Oliveira – o “Manhosinho”
Evandro Leite Santos – o “Pantera”
Glacenilson Raimundo Santos – o “Macacão”
Tobias Pereira Oliveira
João Batista Silva Mendes

POR GABRIELA SARAIVA

Telefone público em Buriticupu - Ma,
 É comum encontrar pelas ruas de Buriticupu, apenas as bases que servem de apóio para a instalação dos aparelhos, deixando evidente o desprezo por este serviço nos últimos anos. 
 A venda de cartão para aparelhos públicos tem caído bastante nos últimos anos. E isso, por dois motivos, a precariedade em que se encontram os telefones públicos e o aumento na venda de celulares. Os cartões de orelhão de 20 e 40 unidades, os de 20 unidades custam 4 reais e o de 40 6 reais. Ultimamente poucos cartões para orelhão são vendidos e as pessoas que mais compram vem do interior (Roça). A questão é que os telefones públicos não funcionam. Os celulares influenciaram bastante, pois é uma maneira mais fácil das pessoas se comunicarem. Mas “o orelhão é importante, pois não é em todos os momentos que você vai ter um celular na mão carregado”. De acordo com algumas pesquisas feitas nos últimos anos, os orelhões, com o aumento da telefonia móvel, estão em processo de extinção. As empresas responsáveis por este tipo de serviço alegam que os gastos com a manutenção desses aparelhos são grandiosos. E isso, segundo levantamento feito, acontece, em parte, por conta do vandalismo praticado contra os aparelhos, que sem encontram abandonados em cada canto da nossa cidade.(Buriticupu)
Acreditamos que o sistema de telefonia pública, mesmo com o advento dos celulares, ainda é importante, principalmente em casos de urgência. Para nós, a única forma de combater o abandono dos orelhões é criando uma campanha de conscientização. “O orelhão é importante em momentos de urgência. O celular é mais caro que os orelhões, mesmo com as promoções. Os orelhões são de utilidade pública. Com certeza, se tivéssemos todos os orelhões funcionandos, as ligações ficariam mais baratas. Tínhamos que fazer uma campanha de conscientização na mídia. A OI, responsável por este serviço, tinha que fazer uma campanha a nível nacional, com apóio do governo”. As cabines telefônicas foram projetadas ao longo dos anos, com o intuito de trazer maior privacidade, isolamento acústico e oferecer abrigo contra chuva e sol, para aqueles que se utilizam da telefonia pública. Aqui em Buriticupu, apesar de não serem tão cômodas, durante bastante tempo elas prestaram grandes serviços para a população.
Agno Silva


As perspectivas de crescimento do Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar) foram apresentadas à governadora Roseana Sarney pelo presidente da Alcoa, Franklin Feder, e pelo diretor da Alumar, Nilson Ferraz. A audiência, realizada ontem (25), no Palácio dos Leões, contou com a participação dos secretários de Estado de Comunicação, Sérgio Macedo, e da Casa Civil, Luis Fernando Silva.
Franklin Feder informou à governadora a intenção da Alcoa em continuar investindo na expansão da Alumar, empresa que produz alumina e alumínio para os mercados interno e internacional, e que acredita cada vez mais no potencial econômico do Maranhão. 
O presidente da Alcoa disse que a viabilização de novos investimentos no Maranhão é possível, mas depende da garantia de energia elétrica. A expectativa da empresa é que a produção de energia na Hidrelétrica de Estreito, empreendimento da qual a multinacional é sócia, colabore com os projetos de crescimento da Alumar. 'A quarta turbina da hidrelétrica começa a operar agora em dezembro, a quinta em fevereiro e até julho de 2012 as oito turbinas estarão funcionando plenamente', anunciou.
Franklin Feder, que foi um dos palestrantes do 'Painel Empresarial 2009 - Oportunidades e Parcerias', realizado pelo governo do Estado, informou que aprova a iniciativa da governadora em promover um segundo encontro ano que vem. 'O Painel Empresarial é a oportunidade de divulgar as ações e propostas das empresas para o Maranhão e atrair novos investimentos', afirmou.


Poucos dias se passaram da comemoração de mais um aniversário da Proclamação da República, tal qual os outros, sem a mínima empolgação. Quiçá no imaginário popular persista uma indefinida  dor de consciência pelo tratamento dado a Dom Pedro II, Imperador que era por todos respeitado. Retornemos ao dia 15 de novembro de 1889, quando foi proclamado o novo regime político.
Naquele dia foi editada a “Proclamação do Governo Provisório”, onde se mencionava que as funções da Justiça Ordinária continuariam a ser exercidas por seus órgãos. Foi feita, por Ruy Barbosa, ministro da Fazenda e interinamente, da Justiça. No mesmo dia, baixou o Governo o Decreto 1, adotando a forma de governo federativo, sob o nome de “Estados Unidos do Brazil”.
O Decreto nada dispôs sobre o Poder Judiciário. Portanto, continuou em pleno vigor o sistema do Império, com os seus juízes ordinários, os Tribunais da Relação, o Supremo Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Militar.
Menos de um ano depois, antes mesmo da nova Constituição, o Decreto 848, de 11 de outubro de 1890, criou a Justiça Federal, que era constituída pelo Supremo Tribunal Federal, Juízes Seccionais e Juízes Substitutos. Seguia o modelo norte-americano, inclusive para as nomeações dos magistrados (indicação do presidente da República e aprovação do Senado).
Em 24 de fevereiro de 1891 foi aprovada a primeira Constituição Federal, na qual o Poder Judiciário estava regulado nos artigos 55 a 62. No texto havia poucas referências à Justiça dos estados, porque se entendia que isto deveria ser feito nas Constituições Estaduais.
Nesta fase, acontecimentos políticos influenciaram diretamente os tribunais Estaduais. É que na presidência do Marechal Deodoro, que procurava interferir na ação dos presidentes dos estados (assim eram chamados), foram instalados os órgãos do novo Judiciário. Todavia, Deodoro sofreu resistência dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e acabou sendo forçado a renunciar. Foi substituído por Floriano Peixoto, que era o vice-presidente. Com isto, os tribunais foram extintos, para serem reinstalados pouco tempo depois, com novos desembargadores.
Por exemplo, na Paraíba, o Supremo Tribunal de Justiça foi instalado no dia 20 de outubro de 1891 e dissolvido dia 2 de fevereiro de 1892, por força de ordem da Junta Governativa que assumiu o governo do estado, passando os recursos ao exame da Relação de Pernambuco. Promulgada nova Constituição, aos 23 de fevereiro de 1893 instalava-se de novo a Corte da Paraíba, desta feita com o nome de Superior Tribunal de Justiça, com cinco desembargadores, quatro deles juízes de Direito e o chefe de Polícia (História do Tribunal de Justiça da Paraíba, Leitão e Nóbrega, 5ª ed., p. 126).
No Paraná instalou-se o Tribunal de Apelação em 1º de agosto de 1891, com cinco desembargadores. Em maio de 1892, foi chamado de Superior Tribunal de Justiça e seus membros receberam o título de ministros. Em 1893 foram compulsoriamente aposentados e, em 1895, o Tribunal foi reconstituído e seus membros denominados desembargadores (Amapar, capítulos de sua história, p. 70).
Enquanto isto, eram editadas constituições estaduais, estas sim delimitando a forma dos tribunais estaduais. A Constituição de Goiás criou o Superior Tribunal com apenas cinco membros, que receberam o título de juízes e foram escolhidos entre os mais antigos na carreira.
Os tribunais tinham nomes diferentes. O Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais mantiveram o nome de Tribunal da Relação. Em São Paulo e Espírito Santo, Tribunal de Justiça. Corte de Apelação, no Distrito Federal. Na Bahia, Tribunal de Apelação e Revista. Superior Tribunal de Justiça, nome mais utilizado, foi a escolha do Rio Grande do Sul, Piauí e Santa Catarina. A unificação de nomes veio só com a Carta de 1937, Tribunal de Apelação, alterado para Tribunal de Justiça na Constituição de 1946.
Na primeira instância os cargos também recebiam diferente denominação. Juiz de Direito na maioria dos estados, juiz de Comarca no Rio Grande do Sul, juiz municipal, chamados em alguns estados de juiz distrital  (por exemplo, Goiás), e juiz de Paz, regra geral eleitos.
Lenine Nequete, comentando as discrepâncias da época, ensina que “No Piauí e em Alagoas, o Tribunal Superior seria sempre ouvido quando o governador recusasse sancionar projeto de lei que entendesse inconstitucional. Na Bahia, o Tribunal de Conflitos e Administrativo tinha atribuição para conhecer, em segunda instância, das causas em que se questionasse sobre a validade ou aplicação de tratados e leis federais e quando se contestasse, outrossim, a validade das leis ou atos do governo do estado em face da Constituição ou das lei federais” (O Poder Judiciário no Brasil a partir da Independência, II, República, Brasília, Supremo Tribunal Federal, 2000, p. 33).
No Amazonas o STJ foi instalado com cinco Desembargadores. O curioso é que a Constituição amazonense de 1985, no artigo 72, parágrafo 3º, deu ao governador poderes para nomear advogado depois de quatro Juízes de Direito, revelando-se a semente do quinto constitucional adotado pela CF de 1934 ( O Poder Judiciário na História do Amazonas, Etelvina Garcia, p. 44).
São Paulo teve a organização judiciária regulada pela Lei 18/1891 e o seu Tribunal de Justiça tinha nove Juízes, denominados ministros, os quais passaram a 12 em 1895, com o título de desembargador (Memória e Atualidade – 1874-2007, TJSP, p. 32).
Na Bahia a Lei 15/1982, ao tratar da nomeação de Desembargadores para o Tribunal de Apelação e Revista, pressupunha concurso público, no qual eles se arguiriam reciprocamente (O Poder Judiciário do Maranhão, Cleones Cunha, p. 86). As perguntas não deveriam ser nada fáceis, pois o sucesso de um dependia do fracasso do outro.
Esboçava-se o ingresso na magistratura estadual através de concurso. O primeiro Tribunal a abrir um certame foi o STJ de Santa Catarina, em 21 de novembro de 1891. Segundo consta, o único candidato aprovado na prova escrita foi arguido por três examinadores que expuseram longamente seus conhecimentos jurídicos e, ao final, consideraram o candidato inabilitado. Como se vê, a aprovação não era fácil também naqueles tempos.
No início da República havia séria dúvida se a Justiça Estadual tinha poderes para reconhecer a inconstitucionalidade de uma lei, poderes estes concedidos à Justiça Federal. Narra Lenine Nequete (op.cit., p. 24 ) que no dia 28 de março de 1896, ao abrir a sessão do Tribunal do Júri da comarca de Rio Grande (RS), o Juiz de Direito Alcides Mendonça Lima registrou que deixava de aplicar a Lei Estadual 10/1895, que dispunha sobre a recusa de jurados e sobre o voto a descoberto, por entendê-la inconstitucional.
O fato foi divulgado e provocou a ira do presidente do estado Júlio de Castilhos, que representou ao procurador-geral no dia 1º de abril, ou seja, 3 dias depois. Foi ofertada denúncia contra o juiz Mendonça Lima, por desobedecer ao cumprimento da lei. O Tribunal,  aos 18 de agosto do mesmo ano, condenou o magistrado a nove meses de prisão e suspensão do cargo.
Mendonça Lima impetrou HC no STF, através de Rui Barbosa, e a Corte, aos 10 de fevereiro de 1897, julgando Habeas Corpus que estava instruído com pareceres de Pedro Lessa, João Mendes de Almeida e outros, concedeu a ordem, reconhecendo que o acusado exerceu regularmente as suas funções. O caso ficou conhecido como “crime de hermenêutica”.
E assim foi o início da Justiça descentralizada no Brasil Republicano, cuja autonomia e independência foi conquistada, passo a passo, com luta e determinação. 
Vladimir Passos de Freitas é desembargador federal aposentado do TRF 4ª Região, onde foi presidente, e professor doutor de Direito Ambiental da PUC-PR.

Pela decisão, cada policial militar envolvido na greve poderá receber multa de R$ 200 por dia não trabalhado
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decretou a ilegalidade da greve dos policiais militares e homens do Corpo de Bombeiros do Estado. Apesar disso, pelo menos dois mil militares ainda  ocupam o prédio da Assembleia Legislativa do Maranhão. A invasão começou na noite desta quarta-feira (23) e já dura aproximadamente 15 horas. O governo do Estado já cogita pedir a prisão dos envolvidos no movimento.

Foto: JR Lisboa/Agência AL
Policiais protestam na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira
De acordo com a decisão do desembargador José Stélio Muniz, expedida no plantão judiciário da quarta-feira à noite e divulgada nesta quinta-feira de manhã, cada policial militar envolvido na greve poderá receber multa de R$ 200 por dia não trabalhado. O desembargador atendeu a um pedido de liminar feito pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão, instantes após a deflagração da greve.
Muniz tomou com base uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera as atividades de segurança pública como serviço público essencial. Estas atividades não tem direito a paralisação, conforme o STF. Os grevistas afirmam que não ainda foram notificados da decisão mas informaram que não sairão do prédio e que pretendem recorrer. Em entrevista à Rádio Mirante Am de São Luís, o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, defendeu que a decisão judicial fosse cumprida. “É momento de voltar à normalidade”, disse.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também busca instrumentos jurídicos para pedir a decretação da prisão dos militares envolvidos na paralisação, por desrespeito ao Código Policial Militar. Mas essa seria uma medida extrema, caso os militares não acatassem a decisão judicial. Na manhã desta quinta-feira, Mendes esteve reunido com o presidente em exercício do Tribunal de Justiça, Baima Araújo, planejando ações caso ocorra uma radicalização ainda maior do movimento.
Na sede da Assembleia Legislativa, mesmo com a ocupação do militares, houve sessão normalmente. Deputados da oposição fizeram várias criticas ao governo de Roseana Sarney (PMDB) por conta da paralisação dos policiais. “Chegou a hora de o governo fazer a sua parte, ser responsável, não ser intransigente e mais do que isso apontar a porta de saída para essa situação, que repito, não foi criada por essas categorias”, afirmou o líder da oposição Marcelo Tavares (PSB).
Os deputados da base, principalmente o presidente da casa, Arnaldo Melo (PMDB), negociaram com os grevistas um acordo, mas até agora sem sucesso. “Por parte do governo, por parte de nós deputados, por parte de vocês militares, policiais civis, a palavra que tem que estar na nossa cabeça e no nosso coração nas próximas horas e nos próximos dias é equilíbrio”, defendeu o deputado da base governista Eduardo Braide (PMN).

Foto: Wilson Kleyton do Santos Lima
Cerca de mil PMs e oficiais do Corpo de Bombeiros participaram do protesto na Assembleia

Os policiais militares montaram barracas em várias dependências do prédio. Durante a sessão ordinária, os militares fizeram protestos na galeria e gritaram palavras de ordem. A manifestação é pacífica segundo o comando de greve. Nada do prédio foi depredado e o clima é considerado tranquilo no momento.
Nas ruas, entretanto, os ludovicenses estão com medo. Mesmo com o apoio da Força Nacional, enviada ao Estado para fazer o trabalho de policiamento ostensivo, existe receio de aumento no numero de assaltos ou outros transtornos, principalmente nos bairros mais violentos. A falta de homens do Corpo de Bombeiros disponíveis já causou um pequeno incidente na manhã desta quinta-feira. Um incêndio em um veículo da Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi apagado por funcionários e um carro-pipa da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) por causa da demora do atendimento dos bombeiros.
Os policiais militares que estão em alguns postos afirmam que atendem apenas crimes contra a vida e contra a honra. O governo do Estado disponibilizou o fone 190 e um endereço eletrônico para o registro de ocorrências. Os militares querem aumento salarial de 30% entre outros benefícios.
Além dos militares, os delegados também decretaram greve essa semana no Maranhão. Nesta quinta-feira, os policiais civis devem deflagrar outro movimento reivindicatório. Os agentes penitenciários pretendem acompanhar a movimentação das polícias civil e militar. No caso dos policiais civis, delegados e agentes penitenciários, a reivindicação está ligada à modificações no Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) das categorias.

Rodoviária Jackson Lago perde passageiros para transportes alternativos


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Falta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosFalta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosEm 20 de junho de 2011, a cidade de Imperatriz teve inaugurada a rodoviária Jackson Lago, um dos grandes projetos esperados pela população. Passaram-se cinco meses e o novo terminal, comparado à antiga localização da rodoviária, teve uma perda significativa no número de passageiros além do fechamento da maioria das lojas de conveniência.
Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

Rodoviária Jackson Lago perde passageiros para transportes alternativos


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Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

Escritor Isaias Neres
Foto: Jacira Brito Silva

Na última terça-feira 22/11/2011 dentro da programação da semana internacional do livro com o apoio da SEMED e prefeitura municipal de Buriticupu  na praça da cultura às 19 horas em Buriticupu – Ma, foi lançado o 6º livro do escritor e vereador ISAIAS NERES AGUIR.
 Isaias Neres e o Sr. moises medrado de assis um dos primeiros colonos de Buriticupu.
Foto: Jacira Brito Silva

 Isaías Neres Aguiar, o autor, tem até bairro com o seu nome em Buriticupu. (Vila Isaias) um dos principais bairros da Cidade. Foi secretário municipal de administração e sentiu na pele o que é tomar decisões sem ter informações confiáveis, consistentes, às vezes informação nenhuma.   Nascido a apartes de um projeto de colonização de governo maranhense aprovado em fins de 1971, o município de Buriticupu foi em 1994 e instalado em 1997. Portanto, no berço da História, com pouco mais de efetivos cinco anos de vida, Buriticupu ainda é recém-nascido. Entretanto, seu desenvolvimento em tão pouco tempo é mais um exemplo do vigor e das potencialidades das riquezas do nosso estado. É testemunho de que, com pessoas fortes, com ideais fartos e vontades firmes, nossas terras férteis comprovam que, em se plantando nelas, até cidades crescem, nossa cidade como Buriticupu vem crescendo cada vez mais.
Isaias Neres
Foto: Jacira Brito Silva
O livro que tem como título - O temido Sargento Furrupa e o valentão Fogoió, é mais um trabalho do escritor Isaias Neres Aguiar que presenteia a população buriticupuense e os demais amigos e admiradores do mesmo. Além desse livro, o autor já escreveu: “Um projeto de Deus num projeto de colonização: As Assembléias de Deus em Buriticupu” e “Buriticupu: suas histórias e características gerais”.
Foto: Jacira Brito Silva
O livro: O temido Sargento Furrupa e o valentão Fogoió, é um livro que conta a história da colonização de Buriticupu, o livro tem como objetivo trazer a história da nossa Cidade contada em versos à população que ainda não a conheciam a história legível de Buriticupu, o evento foi marcado com a presença dos primeiros colonos.

Agno Silva

Vista aéria do município de Açailâdia
A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia ajuizou, em novembro, Ação Civil Pública por ato de improbidade contra o prefeito do município, Ildemar Gonçalves, e o secretário municipal de Infraestrutura, Lucimar José de Souza. Motivou a manifestação do Ministério Público o afastamento de servidores concursados, ocupantes dos cargos de operadores de máquinas pesadas, do seu setor de origem (Secretaria de Infraestrutura do Município de Açailândia), configurando desvio de função.
De acordo com o promotor de Justiça Francisco Teomário Serejo Silva, autor da ação, outra irregularidade constatada foi a contratação pela prefeitura de uma empresa terceirizada para desempenhar a mesma função dos servidores concursados transferidos de setor, ocasionando prejuízo aos cofres públicos.
"Além de remunerar os servidores concursados e habilitados para o exercício da função, ainda disponibiliza valores para pagamento de empresa privada para que esta realize atividade que poderia ser feita pela própria administração", declarou, na ação, o promotor de Justiça.
Francisco Serejo Silva concluiu que a conduta da administração municipal caracterizou desvio de finalidade do ato administrativo, configurando ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92.
PEDIDOS
O MPMA pede a anulação dos atos de transferência dos servidores (operadores de máquinas pesadas) para outra secretaria municipal ou para outro órgão público. Solicita também a anulação do contrato que tenha por finalidade a execução por terceiros da atividade de operador de máquinas pesadas.
Em caso de descumprimento, está prevista uma multa diária de R$ 10 mil. O valor deve ser destinado ao Fundo da Infância e da Adolescência do Estado do Maranhão (FIA).
A Promotoria requer, ainda, a suspensão dos direitos políticos de Ildemar Gonçalves e de Lucimar José de Souza pelo prazo de cinco anos, o pagamento de multa civil no valor de 100% da remuneração recebida pelos gestores, a proibição de contratar com o Poder Público, entre outras penalidade.
(CCOM - MPMA)

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Justiça determina que Município de Buriticupu atualize dados da Covid-19

Prefeito:Z Gomes. Atendendo a pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Justiça determinou, em 11 de junho, que o Município de Buri...

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Detentos de unidades prisionais da capital fazem greve de fome


Detentos de todas as unidades prisionais da capital maranhense estão em greve de fome desde a última segunda-feira (28). Eles reivindicam o retorno dos presos transferidos para presídios federais, com exceção dos líderes da rebelião mais sangrenta do Maranhão, ocorrida em novembro de 2010, (Rone Lopes da Silva, o “Rone Boy”, Marinaldo Assunção Roxo, o “Serequinha”, e Nílson da Silva Sousa, o “Diferente”).
De acordo com o superintendente de Controle e Execução Penal da Capital, Fredson Pinheiro Maciel, a greve é considerada pacífica, sem a existência de badernas. Uma comissão formada por um juiz, um promotor de Justiça e uma defensora pública, cujos nomes não foram informados, estaria responsável por fazer as negociações com os detentos, que não teriam aceitado estabelecer nenhum tipo de conversa com qualquer representante da Secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária (Sejap). “O que a comissão acatar, nós iremos cumprir”, afirmou Fredson Maciel.
Foto: G. Ferreira
Rebelião, ocorrida em novembro de 2010, resultou na morte de 18 detentos
Segundo o superintendente, o retorno dos presos depende de uma decisão judicial, que poderá ou não atacar o pedido de revogação, feito pela Sejap, para mais um ano da permanência destes presos nos presídios federais. O primeiro requerimento, conforme explicou Fredson Maciel, foi feito em agosto deste ano, antes mesmo de a secretaria receber o comunicado de que o prazo de prorrogação iria exceder. “No dia 10 deste mês, recebemos esse comunicado e decidimos fazer, logo em seguida, o pedido de revogação, desta vez para o Ministério da Justiça. Agora, estamos aguardando a resposta”, detalhou.
Conforme contou Fredson Maciel, os detentos em greve alegam que não concordaram com a ação violenta dos líderes da rebelião ocorrida em novembro do ano passado, e por esse motivo não querem seu retorno para Pedrinhas. Entretanto, consideram a transferência dos demais como sendo injustas e exigem o retorno deles para as unidades prisionais da capital do Maranhão. “Se a justiça determinar o retorno também dos líderes da rebelião para Pedrinhas, teremos que separar esses presos em uma unidade do Estado, para garantir a sua integridade física, uma vez que eles não são bem vindos pelos presos que estão nas unidades de São Luís”, revelou o superintendente.
Até o momento, três dos presos que foram transferidos para presídios federais já retornaram para o Maranhão e estão no presídio militar, situado no Comando Geral da PMMA, no Calhau. São eles: Ronilson Coutinho, o “Pixuca”; Allan Kardec Silva Mota e Rone Lopes da Silva, o “Rone Boy”, todos vindo do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande. Francisco Henrique França Júnior, o “Junior Nike”, também já está sendo transferido do mesmo presídio e deverá chegar a São Luís até o dia 10 de dezembro. Ainda permanecem fora do Maranhão mais 26 detentos, sendo que 21 estão em Campo Grande e cinco em Catanduvas (PR).
Presos que ainda estão no Presídio de Campo Grande
Agno da Silva Pereira
Bruno Monteiro da Silva
Carlos Augusto Reis Máximo – o “Gugu Branco”
Carlos Flaviano Moraes – o “Flávio”
Charles da Luz – o “Pinduca”
Dilson da Costa Sousa
Dino Cesar Vieira Lemos – o “Dino Gordo”
Emerson Pavão Diniz – o “Perninha”
Fábio Coelho dos Santos – o “Fabinho Matador”
Genilson Pereira – o “Baiacú”
Helton Rocha de Araújo – o “Pimpolho”
Hilton John Alves Araujo – o “Praguinha”
Jailton Sousa Ferreira – o “Curtinho”
João Fernando dos Santos Rodrigues – o “Neguinho da Bacia”
Marinaldo Assunção Roxo – o “Serequinha”
Nilson da Silva Sousa – o “Diferente”
Ronildo Dias dos Santos
Wendell Marcel Machado Urbano – o “Moreno”
Cleiton de Brito Costa
Frandoaldo Rocha Sousa
Lindomar de Farias Silva

Presos que ainda estão no Presídio de Catanduvas
Antonio José Vieira de Oliveira – o “Manhosinho”
Evandro Leite Santos – o “Pantera”
Glacenilson Raimundo Santos – o “Macacão”
Tobias Pereira Oliveira
João Batista Silva Mendes

POR GABRIELA SARAIVA

Telefones públicos em Buriticupu - Ma

Telefone público em Buriticupu - Ma,
 É comum encontrar pelas ruas de Buriticupu, apenas as bases que servem de apóio para a instalação dos aparelhos, deixando evidente o desprezo por este serviço nos últimos anos. 
 A venda de cartão para aparelhos públicos tem caído bastante nos últimos anos. E isso, por dois motivos, a precariedade em que se encontram os telefones públicos e o aumento na venda de celulares. Os cartões de orelhão de 20 e 40 unidades, os de 20 unidades custam 4 reais e o de 40 6 reais. Ultimamente poucos cartões para orelhão são vendidos e as pessoas que mais compram vem do interior (Roça). A questão é que os telefones públicos não funcionam. Os celulares influenciaram bastante, pois é uma maneira mais fácil das pessoas se comunicarem. Mas “o orelhão é importante, pois não é em todos os momentos que você vai ter um celular na mão carregado”. De acordo com algumas pesquisas feitas nos últimos anos, os orelhões, com o aumento da telefonia móvel, estão em processo de extinção. As empresas responsáveis por este tipo de serviço alegam que os gastos com a manutenção desses aparelhos são grandiosos. E isso, segundo levantamento feito, acontece, em parte, por conta do vandalismo praticado contra os aparelhos, que sem encontram abandonados em cada canto da nossa cidade.(Buriticupu)
Acreditamos que o sistema de telefonia pública, mesmo com o advento dos celulares, ainda é importante, principalmente em casos de urgência. Para nós, a única forma de combater o abandono dos orelhões é criando uma campanha de conscientização. “O orelhão é importante em momentos de urgência. O celular é mais caro que os orelhões, mesmo com as promoções. Os orelhões são de utilidade pública. Com certeza, se tivéssemos todos os orelhões funcionandos, as ligações ficariam mais baratas. Tínhamos que fazer uma campanha de conscientização na mídia. A OI, responsável por este serviço, tinha que fazer uma campanha a nível nacional, com apóio do governo”. As cabines telefônicas foram projetadas ao longo dos anos, com o intuito de trazer maior privacidade, isolamento acústico e oferecer abrigo contra chuva e sol, para aqueles que se utilizam da telefonia pública. Aqui em Buriticupu, apesar de não serem tão cômodas, durante bastante tempo elas prestaram grandes serviços para a população.
Agno Silva

Governadora Roseana Sarney recebe presidente da Alcoa e diretor da Alumar


As perspectivas de crescimento do Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar) foram apresentadas à governadora Roseana Sarney pelo presidente da Alcoa, Franklin Feder, e pelo diretor da Alumar, Nilson Ferraz. A audiência, realizada ontem (25), no Palácio dos Leões, contou com a participação dos secretários de Estado de Comunicação, Sérgio Macedo, e da Casa Civil, Luis Fernando Silva.
Franklin Feder informou à governadora a intenção da Alcoa em continuar investindo na expansão da Alumar, empresa que produz alumina e alumínio para os mercados interno e internacional, e que acredita cada vez mais no potencial econômico do Maranhão. 
O presidente da Alcoa disse que a viabilização de novos investimentos no Maranhão é possível, mas depende da garantia de energia elétrica. A expectativa da empresa é que a produção de energia na Hidrelétrica de Estreito, empreendimento da qual a multinacional é sócia, colabore com os projetos de crescimento da Alumar. 'A quarta turbina da hidrelétrica começa a operar agora em dezembro, a quinta em fevereiro e até julho de 2012 as oito turbinas estarão funcionando plenamente', anunciou.
Franklin Feder, que foi um dos palestrantes do 'Painel Empresarial 2009 - Oportunidades e Parcerias', realizado pelo governo do Estado, informou que aprova a iniciativa da governadora em promover um segundo encontro ano que vem. 'O Painel Empresarial é a oportunidade de divulgar as ações e propostas das empresas para o Maranhão e atrair novos investimentos', afirmou.

A Justiça estadual na proclamação da República


Poucos dias se passaram da comemoração de mais um aniversário da Proclamação da República, tal qual os outros, sem a mínima empolgação. Quiçá no imaginário popular persista uma indefinida  dor de consciência pelo tratamento dado a Dom Pedro II, Imperador que era por todos respeitado. Retornemos ao dia 15 de novembro de 1889, quando foi proclamado o novo regime político.
Naquele dia foi editada a “Proclamação do Governo Provisório”, onde se mencionava que as funções da Justiça Ordinária continuariam a ser exercidas por seus órgãos. Foi feita, por Ruy Barbosa, ministro da Fazenda e interinamente, da Justiça. No mesmo dia, baixou o Governo o Decreto 1, adotando a forma de governo federativo, sob o nome de “Estados Unidos do Brazil”.
O Decreto nada dispôs sobre o Poder Judiciário. Portanto, continuou em pleno vigor o sistema do Império, com os seus juízes ordinários, os Tribunais da Relação, o Supremo Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Militar.
Menos de um ano depois, antes mesmo da nova Constituição, o Decreto 848, de 11 de outubro de 1890, criou a Justiça Federal, que era constituída pelo Supremo Tribunal Federal, Juízes Seccionais e Juízes Substitutos. Seguia o modelo norte-americano, inclusive para as nomeações dos magistrados (indicação do presidente da República e aprovação do Senado).
Em 24 de fevereiro de 1891 foi aprovada a primeira Constituição Federal, na qual o Poder Judiciário estava regulado nos artigos 55 a 62. No texto havia poucas referências à Justiça dos estados, porque se entendia que isto deveria ser feito nas Constituições Estaduais.
Nesta fase, acontecimentos políticos influenciaram diretamente os tribunais Estaduais. É que na presidência do Marechal Deodoro, que procurava interferir na ação dos presidentes dos estados (assim eram chamados), foram instalados os órgãos do novo Judiciário. Todavia, Deodoro sofreu resistência dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e acabou sendo forçado a renunciar. Foi substituído por Floriano Peixoto, que era o vice-presidente. Com isto, os tribunais foram extintos, para serem reinstalados pouco tempo depois, com novos desembargadores.
Por exemplo, na Paraíba, o Supremo Tribunal de Justiça foi instalado no dia 20 de outubro de 1891 e dissolvido dia 2 de fevereiro de 1892, por força de ordem da Junta Governativa que assumiu o governo do estado, passando os recursos ao exame da Relação de Pernambuco. Promulgada nova Constituição, aos 23 de fevereiro de 1893 instalava-se de novo a Corte da Paraíba, desta feita com o nome de Superior Tribunal de Justiça, com cinco desembargadores, quatro deles juízes de Direito e o chefe de Polícia (História do Tribunal de Justiça da Paraíba, Leitão e Nóbrega, 5ª ed., p. 126).
No Paraná instalou-se o Tribunal de Apelação em 1º de agosto de 1891, com cinco desembargadores. Em maio de 1892, foi chamado de Superior Tribunal de Justiça e seus membros receberam o título de ministros. Em 1893 foram compulsoriamente aposentados e, em 1895, o Tribunal foi reconstituído e seus membros denominados desembargadores (Amapar, capítulos de sua história, p. 70).
Enquanto isto, eram editadas constituições estaduais, estas sim delimitando a forma dos tribunais estaduais. A Constituição de Goiás criou o Superior Tribunal com apenas cinco membros, que receberam o título de juízes e foram escolhidos entre os mais antigos na carreira.
Os tribunais tinham nomes diferentes. O Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais mantiveram o nome de Tribunal da Relação. Em São Paulo e Espírito Santo, Tribunal de Justiça. Corte de Apelação, no Distrito Federal. Na Bahia, Tribunal de Apelação e Revista. Superior Tribunal de Justiça, nome mais utilizado, foi a escolha do Rio Grande do Sul, Piauí e Santa Catarina. A unificação de nomes veio só com a Carta de 1937, Tribunal de Apelação, alterado para Tribunal de Justiça na Constituição de 1946.
Na primeira instância os cargos também recebiam diferente denominação. Juiz de Direito na maioria dos estados, juiz de Comarca no Rio Grande do Sul, juiz municipal, chamados em alguns estados de juiz distrital  (por exemplo, Goiás), e juiz de Paz, regra geral eleitos.
Lenine Nequete, comentando as discrepâncias da época, ensina que “No Piauí e em Alagoas, o Tribunal Superior seria sempre ouvido quando o governador recusasse sancionar projeto de lei que entendesse inconstitucional. Na Bahia, o Tribunal de Conflitos e Administrativo tinha atribuição para conhecer, em segunda instância, das causas em que se questionasse sobre a validade ou aplicação de tratados e leis federais e quando se contestasse, outrossim, a validade das leis ou atos do governo do estado em face da Constituição ou das lei federais” (O Poder Judiciário no Brasil a partir da Independência, II, República, Brasília, Supremo Tribunal Federal, 2000, p. 33).
No Amazonas o STJ foi instalado com cinco Desembargadores. O curioso é que a Constituição amazonense de 1985, no artigo 72, parágrafo 3º, deu ao governador poderes para nomear advogado depois de quatro Juízes de Direito, revelando-se a semente do quinto constitucional adotado pela CF de 1934 ( O Poder Judiciário na História do Amazonas, Etelvina Garcia, p. 44).
São Paulo teve a organização judiciária regulada pela Lei 18/1891 e o seu Tribunal de Justiça tinha nove Juízes, denominados ministros, os quais passaram a 12 em 1895, com o título de desembargador (Memória e Atualidade – 1874-2007, TJSP, p. 32).
Na Bahia a Lei 15/1982, ao tratar da nomeação de Desembargadores para o Tribunal de Apelação e Revista, pressupunha concurso público, no qual eles se arguiriam reciprocamente (O Poder Judiciário do Maranhão, Cleones Cunha, p. 86). As perguntas não deveriam ser nada fáceis, pois o sucesso de um dependia do fracasso do outro.
Esboçava-se o ingresso na magistratura estadual através de concurso. O primeiro Tribunal a abrir um certame foi o STJ de Santa Catarina, em 21 de novembro de 1891. Segundo consta, o único candidato aprovado na prova escrita foi arguido por três examinadores que expuseram longamente seus conhecimentos jurídicos e, ao final, consideraram o candidato inabilitado. Como se vê, a aprovação não era fácil também naqueles tempos.
No início da República havia séria dúvida se a Justiça Estadual tinha poderes para reconhecer a inconstitucionalidade de uma lei, poderes estes concedidos à Justiça Federal. Narra Lenine Nequete (op.cit., p. 24 ) que no dia 28 de março de 1896, ao abrir a sessão do Tribunal do Júri da comarca de Rio Grande (RS), o Juiz de Direito Alcides Mendonça Lima registrou que deixava de aplicar a Lei Estadual 10/1895, que dispunha sobre a recusa de jurados e sobre o voto a descoberto, por entendê-la inconstitucional.
O fato foi divulgado e provocou a ira do presidente do estado Júlio de Castilhos, que representou ao procurador-geral no dia 1º de abril, ou seja, 3 dias depois. Foi ofertada denúncia contra o juiz Mendonça Lima, por desobedecer ao cumprimento da lei. O Tribunal,  aos 18 de agosto do mesmo ano, condenou o magistrado a nove meses de prisão e suspensão do cargo.
Mendonça Lima impetrou HC no STF, através de Rui Barbosa, e a Corte, aos 10 de fevereiro de 1897, julgando Habeas Corpus que estava instruído com pareceres de Pedro Lessa, João Mendes de Almeida e outros, concedeu a ordem, reconhecendo que o acusado exerceu regularmente as suas funções. O caso ficou conhecido como “crime de hermenêutica”.
E assim foi o início da Justiça descentralizada no Brasil Republicano, cuja autonomia e independência foi conquistada, passo a passo, com luta e determinação. 
Vladimir Passos de Freitas é desembargador federal aposentado do TRF 4ª Região, onde foi presidente, e professor doutor de Direito Ambiental da PUC-PR.

Justiça decide que greve de policiais no Maranhão é ilegal

Pela decisão, cada policial militar envolvido na greve poderá receber multa de R$ 200 por dia não trabalhado
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decretou a ilegalidade da greve dos policiais militares e homens do Corpo de Bombeiros do Estado. Apesar disso, pelo menos dois mil militares ainda  ocupam o prédio da Assembleia Legislativa do Maranhão. A invasão começou na noite desta quarta-feira (23) e já dura aproximadamente 15 horas. O governo do Estado já cogita pedir a prisão dos envolvidos no movimento.

Foto: JR Lisboa/Agência AL
Policiais protestam na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira
De acordo com a decisão do desembargador José Stélio Muniz, expedida no plantão judiciário da quarta-feira à noite e divulgada nesta quinta-feira de manhã, cada policial militar envolvido na greve poderá receber multa de R$ 200 por dia não trabalhado. O desembargador atendeu a um pedido de liminar feito pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão, instantes após a deflagração da greve.
Muniz tomou com base uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera as atividades de segurança pública como serviço público essencial. Estas atividades não tem direito a paralisação, conforme o STF. Os grevistas afirmam que não ainda foram notificados da decisão mas informaram que não sairão do prédio e que pretendem recorrer. Em entrevista à Rádio Mirante Am de São Luís, o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, defendeu que a decisão judicial fosse cumprida. “É momento de voltar à normalidade”, disse.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também busca instrumentos jurídicos para pedir a decretação da prisão dos militares envolvidos na paralisação, por desrespeito ao Código Policial Militar. Mas essa seria uma medida extrema, caso os militares não acatassem a decisão judicial. Na manhã desta quinta-feira, Mendes esteve reunido com o presidente em exercício do Tribunal de Justiça, Baima Araújo, planejando ações caso ocorra uma radicalização ainda maior do movimento.
Na sede da Assembleia Legislativa, mesmo com a ocupação do militares, houve sessão normalmente. Deputados da oposição fizeram várias criticas ao governo de Roseana Sarney (PMDB) por conta da paralisação dos policiais. “Chegou a hora de o governo fazer a sua parte, ser responsável, não ser intransigente e mais do que isso apontar a porta de saída para essa situação, que repito, não foi criada por essas categorias”, afirmou o líder da oposição Marcelo Tavares (PSB).
Os deputados da base, principalmente o presidente da casa, Arnaldo Melo (PMDB), negociaram com os grevistas um acordo, mas até agora sem sucesso. “Por parte do governo, por parte de nós deputados, por parte de vocês militares, policiais civis, a palavra que tem que estar na nossa cabeça e no nosso coração nas próximas horas e nos próximos dias é equilíbrio”, defendeu o deputado da base governista Eduardo Braide (PMN).

Foto: Wilson Kleyton do Santos Lima
Cerca de mil PMs e oficiais do Corpo de Bombeiros participaram do protesto na Assembleia

Os policiais militares montaram barracas em várias dependências do prédio. Durante a sessão ordinária, os militares fizeram protestos na galeria e gritaram palavras de ordem. A manifestação é pacífica segundo o comando de greve. Nada do prédio foi depredado e o clima é considerado tranquilo no momento.
Nas ruas, entretanto, os ludovicenses estão com medo. Mesmo com o apoio da Força Nacional, enviada ao Estado para fazer o trabalho de policiamento ostensivo, existe receio de aumento no numero de assaltos ou outros transtornos, principalmente nos bairros mais violentos. A falta de homens do Corpo de Bombeiros disponíveis já causou um pequeno incidente na manhã desta quinta-feira. Um incêndio em um veículo da Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi apagado por funcionários e um carro-pipa da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) por causa da demora do atendimento dos bombeiros.
Os policiais militares que estão em alguns postos afirmam que atendem apenas crimes contra a vida e contra a honra. O governo do Estado disponibilizou o fone 190 e um endereço eletrônico para o registro de ocorrências. Os militares querem aumento salarial de 30% entre outros benefícios.
Além dos militares, os delegados também decretaram greve essa semana no Maranhão. Nesta quinta-feira, os policiais civis devem deflagrar outro movimento reivindicatório. Os agentes penitenciários pretendem acompanhar a movimentação das polícias civil e militar. No caso dos policiais civis, delegados e agentes penitenciários, a reivindicação está ligada à modificações no Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) das categorias.

Rodoviária Jackson Lago perde passageiros para transportes alternativos


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Falta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosFalta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosEm 20 de junho de 2011, a cidade de Imperatriz teve inaugurada a rodoviária Jackson Lago, um dos grandes projetos esperados pela população. Passaram-se cinco meses e o novo terminal, comparado à antiga localização da rodoviária, teve uma perda significativa no número de passageiros além do fechamento da maioria das lojas de conveniência.
Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

Rodoviária Jackson Lago perde passageiros para transportes alternativos


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Falta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosFalta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosEm 20 de junho de 2011, a cidade de Imperatriz teve inaugurada a rodoviária Jackson Lago, um dos grandes projetos esperados pela população. Passaram-se cinco meses e o novo terminal, comparado à antiga localização da rodoviária, teve uma perda significativa no número de passageiros além do fechamento da maioria das lojas de conveniência.
Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

Buriticupu, É lançado o 6º livro do escritor Isaias Neres

Escritor Isaias Neres
Foto: Jacira Brito Silva

Na última terça-feira 22/11/2011 dentro da programação da semana internacional do livro com o apoio da SEMED e prefeitura municipal de Buriticupu  na praça da cultura às 19 horas em Buriticupu – Ma, foi lançado o 6º livro do escritor e vereador ISAIAS NERES AGUIR.
 Isaias Neres e o Sr. moises medrado de assis um dos primeiros colonos de Buriticupu.
Foto: Jacira Brito Silva

 Isaías Neres Aguiar, o autor, tem até bairro com o seu nome em Buriticupu. (Vila Isaias) um dos principais bairros da Cidade. Foi secretário municipal de administração e sentiu na pele o que é tomar decisões sem ter informações confiáveis, consistentes, às vezes informação nenhuma.   Nascido a apartes de um projeto de colonização de governo maranhense aprovado em fins de 1971, o município de Buriticupu foi em 1994 e instalado em 1997. Portanto, no berço da História, com pouco mais de efetivos cinco anos de vida, Buriticupu ainda é recém-nascido. Entretanto, seu desenvolvimento em tão pouco tempo é mais um exemplo do vigor e das potencialidades das riquezas do nosso estado. É testemunho de que, com pessoas fortes, com ideais fartos e vontades firmes, nossas terras férteis comprovam que, em se plantando nelas, até cidades crescem, nossa cidade como Buriticupu vem crescendo cada vez mais.
Isaias Neres
Foto: Jacira Brito Silva
O livro que tem como título - O temido Sargento Furrupa e o valentão Fogoió, é mais um trabalho do escritor Isaias Neres Aguiar que presenteia a população buriticupuense e os demais amigos e admiradores do mesmo. Além desse livro, o autor já escreveu: “Um projeto de Deus num projeto de colonização: As Assembléias de Deus em Buriticupu” e “Buriticupu: suas histórias e características gerais”.
Foto: Jacira Brito Silva
O livro: O temido Sargento Furrupa e o valentão Fogoió, é um livro que conta a história da colonização de Buriticupu, o livro tem como objetivo trazer a história da nossa Cidade contada em versos à população que ainda não a conheciam a história legível de Buriticupu, o evento foi marcado com a presença dos primeiros colonos.

Agno Silva

Prefeito e secretário são alvo de ação por ato de improbidade em Açailândia

Vista aéria do município de Açailâdia
A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia ajuizou, em novembro, Ação Civil Pública por ato de improbidade contra o prefeito do município, Ildemar Gonçalves, e o secretário municipal de Infraestrutura, Lucimar José de Souza. Motivou a manifestação do Ministério Público o afastamento de servidores concursados, ocupantes dos cargos de operadores de máquinas pesadas, do seu setor de origem (Secretaria de Infraestrutura do Município de Açailândia), configurando desvio de função.
De acordo com o promotor de Justiça Francisco Teomário Serejo Silva, autor da ação, outra irregularidade constatada foi a contratação pela prefeitura de uma empresa terceirizada para desempenhar a mesma função dos servidores concursados transferidos de setor, ocasionando prejuízo aos cofres públicos.
"Além de remunerar os servidores concursados e habilitados para o exercício da função, ainda disponibiliza valores para pagamento de empresa privada para que esta realize atividade que poderia ser feita pela própria administração", declarou, na ação, o promotor de Justiça.
Francisco Serejo Silva concluiu que a conduta da administração municipal caracterizou desvio de finalidade do ato administrativo, configurando ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92.
PEDIDOS
O MPMA pede a anulação dos atos de transferência dos servidores (operadores de máquinas pesadas) para outra secretaria municipal ou para outro órgão público. Solicita também a anulação do contrato que tenha por finalidade a execução por terceiros da atividade de operador de máquinas pesadas.
Em caso de descumprimento, está prevista uma multa diária de R$ 10 mil. O valor deve ser destinado ao Fundo da Infância e da Adolescência do Estado do Maranhão (FIA).
A Promotoria requer, ainda, a suspensão dos direitos políticos de Ildemar Gonçalves e de Lucimar José de Souza pelo prazo de cinco anos, o pagamento de multa civil no valor de 100% da remuneração recebida pelos gestores, a proibição de contratar com o Poder Público, entre outras penalidade.
(CCOM - MPMA)

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