Rodoviária Jackson Lago perde passageiros para transportes alternativos


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Falta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosFalta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosEm 20 de junho de 2011, a cidade de Imperatriz teve inaugurada a rodoviária Jackson Lago, um dos grandes projetos esperados pela população. Passaram-se cinco meses e o novo terminal, comparado à antiga localização da rodoviária, teve uma perda significativa no número de passageiros além do fechamento da maioria das lojas de conveniência.
Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

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Falta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosFalta de planejamento e difícil acesso esvaziam rodoviária. Foto: Rosana BarrosEm 20 de junho de 2011, a cidade de Imperatriz teve inaugurada a rodoviária Jackson Lago, um dos grandes projetos esperados pela população. Passaram-se cinco meses e o novo terminal, comparado à antiga localização da rodoviária, teve uma perda significativa no número de passageiros além do fechamento da maioria das lojas de conveniência.
Localizada no bairro Jardim Tropical, a nova rodoviária conta com uma área de 10.500 m² de espaço construído e capacidade para 3.000 pessoas. A estrutura consta com plataformas de embarque e desembarque, lojas, guichês, restaurante, lanchonetes, posto policial, entre outros. Mas, mesmo com toda essa estrutura, não foi capaz de segurar o público.
“Um ponto negativo da rodoviária é a venda de passagens à tarde, pois os guichês ficam expostos ao sol e quando ocorre chuva com vento, o local onde as pessoas esperaram o embarque molha. O número de passagens pequenas caiu 30%, pois para chegar até aqui ficou mais caro” afirma o despachante da empresa Transbrasiliana, Carlos Antônio.
A queda no número de passagens não é o único problema do novo terminal, pois as lojas que, na data de inauguração estavam todas de portas abertas, fecharam por falta de cliente e do alto valor do aluguel. “Acredito que isso ocorre pela má administração da rodoviária e a hierarquia dos guichês, pois o embarque era para ocorrer do lado das lojas, o que iria atrair o público para comprar antes de seguir viagem. Porém, aqui ocorre o desembarque e quem chega não quer comprar nada. Só deseja ir logo para casa”. É o que afirma o dono de uma das lojas, Deivison Alisson Sousa, que mesmo insatisfeito com as vendas pretende continuar no ponto.

Vans faturam com o aumento de passageiros
Ir para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosIr para Açailândia de van é mais barato e prático. Foto: Rosana BarrosEnquanto a rodoviária Jackson Lago está praticamente deserta, as empresas de vans comemoram o crescimento do número de passageiros. “O movimento das vans depois que a rodoviária antiga fechou, cresceu bastante e ir à nova rodoviária ficou caro, pois o moto táxi cobra R$6 e o táxi R$15. Quem vai para a Açailândia não compensa, pois é mais que a metade do preço da passagem”, explica o motorista de van Diel dos Santos Sousa, mais conhecido como "cantor" nas proximidades da localização da antiga rodoviária.
Empresas como a Cooptasul (Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros e Turismo do Sul do Maranhão) muitas vezes fazem os pequenos trajetos, mais rápido e mais barato que as empresas de linhas convencionais. “Com o fechamento da rodoviária antiga, o movimento aumentou, e todas as nossas linhas têm boa procura. Ao todo temos 20 vans” informa a secretária Francy Santana Sousa.
A procura pelo transporte alternativo é confirmada pelo passageiro Naldo da Silva, “eu sempre uso van. Elas são mais rápidas e o preço é melhor. A rodoviária ficou muito longe e de mais difícil acesso”.
Aproveitando esse novo mercado, as empresas de vans começam a investir em comodidade para o passageiro, assegura Diel dos Santos Sousa: “o ônibus tem mais conforto, mas, as vans estão se aperfeiçoando. Algumas são executivas, tem ar condicionado e já tem até van com frigobar.”

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