A Polícia do Maranhão já identificou um possível comparsa do executor do jornalista Décio Sá, morto na noite de segunda-feira com seis tiros em um bar na Avenida Litorânea em São Luís, capital do estado. A suspeita da polícia recai sobre um ex-presidiário envolvido em crime de homicídio. O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, não quis revelar o nome do suspeito, mas adiantou que já sabe o seu endereço e ele pode ser preso nas próximas horas.
"Estamos em campana e a qualquer hora vamos prendê-lo", avisa.
Segundo a polícia, o suspeito foi flagrado pelas câmeras de segurança de um prédio próximo deixando um posto de observação e seguindo para um carro estacionado na pista para dar fuga o executor do jornalista.
Logo após o crime, o assassino deixou o local em uma moto, mas depois abandonou o veículo para entrar num carro que já lhe esperava para completar a fuga. Para Aluísio Mendes, ele pretendia despistar a polícia, que a essa altura perseguia uma dupla de moto.
A polícia ainda trabalha para montar um retrato falado do assassino a partir de um grupo de evangélicos, que estava próximo ao local em que o assassino abandonou a moto.
Aluísio Mendes acredita que o executor seja de outro estado pela maneira com que cometeu o crime, sem se preocupar em esconder o próprio rosto.
Ele aguarda o levantamento das digitais, a cargo da Polícia Federal, em um carregador de munição que o bandido deixou cair durante a subida da duna.
"Além disso, vamos localizar a origem da arma pelo número de série do carregador, como também identificar o lote de munição de onde saíram as balas que mataram o jornalista", diz.
O secretário não quis revelar se já há um suspeito de mandar executar Décio Sá, mas adiantou que o crime foi meticulosamente estudado e que pode se tratar de desavenças antigas geradas pelo seu blog, que era um dos mais acessados do Maranhão.
Em sua coluna, Décio Sá denunciava tanto casos de pistolagem e corrupção como também escrevia sobre a vida pessoal dos envolvidos.
"Temos a preocupação de prendê-lo com vida", disse o secretário, em uma referência a uma outra execução na Avenida Litorânea, ocorrida há quinze anos, do delegado Stênio Mendonça, quando cinco acusados foram presos e depois executados quando eram transferidos para prestar depoimento no interior do estado.
A polícia também investiga o grande número de ligações recebidas pelo Disque-denúncia, que está oferecendo R$ 100 mil por pistas que levem aos autores do crime. Uma das maiores recompensas oferecidas no país, somente equiparada à oferecida pelo Disque-Denúncia do Rio de Janeiro na busca do traficante Fernandinho Beira-Mar.
A execução de Décio Sá provocou a revolta de entidades jornalísticas, que cobraram a rigorosa apuração do caso e a aprovação no Congresso Nacional de projeto de lei que federaliza os crimes cometidos contra os profissionais de comunicação.

Da Agência O Globo

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A Polícia do Maranhão já identificou um possível comparsa do executor do jornalista Décio Sá, morto na noite de segunda-feira com seis tiros em um bar na Avenida Litorânea em São Luís, capital do estado. A suspeita da polícia recai sobre um ex-presidiário envolvido em crime de homicídio. O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, não quis revelar o nome do suspeito, mas adiantou que já sabe o seu endereço e ele pode ser preso nas próximas horas.
"Estamos em campana e a qualquer hora vamos prendê-lo", avisa.
Segundo a polícia, o suspeito foi flagrado pelas câmeras de segurança de um prédio próximo deixando um posto de observação e seguindo para um carro estacionado na pista para dar fuga o executor do jornalista.
Logo após o crime, o assassino deixou o local em uma moto, mas depois abandonou o veículo para entrar num carro que já lhe esperava para completar a fuga. Para Aluísio Mendes, ele pretendia despistar a polícia, que a essa altura perseguia uma dupla de moto.
A polícia ainda trabalha para montar um retrato falado do assassino a partir de um grupo de evangélicos, que estava próximo ao local em que o assassino abandonou a moto.
Aluísio Mendes acredita que o executor seja de outro estado pela maneira com que cometeu o crime, sem se preocupar em esconder o próprio rosto.
Ele aguarda o levantamento das digitais, a cargo da Polícia Federal, em um carregador de munição que o bandido deixou cair durante a subida da duna.
"Além disso, vamos localizar a origem da arma pelo número de série do carregador, como também identificar o lote de munição de onde saíram as balas que mataram o jornalista", diz.
O secretário não quis revelar se já há um suspeito de mandar executar Décio Sá, mas adiantou que o crime foi meticulosamente estudado e que pode se tratar de desavenças antigas geradas pelo seu blog, que era um dos mais acessados do Maranhão.
Em sua coluna, Décio Sá denunciava tanto casos de pistolagem e corrupção como também escrevia sobre a vida pessoal dos envolvidos.
"Temos a preocupação de prendê-lo com vida", disse o secretário, em uma referência a uma outra execução na Avenida Litorânea, ocorrida há quinze anos, do delegado Stênio Mendonça, quando cinco acusados foram presos e depois executados quando eram transferidos para prestar depoimento no interior do estado.
A polícia também investiga o grande número de ligações recebidas pelo Disque-denúncia, que está oferecendo R$ 100 mil por pistas que levem aos autores do crime. Uma das maiores recompensas oferecidas no país, somente equiparada à oferecida pelo Disque-Denúncia do Rio de Janeiro na busca do traficante Fernandinho Beira-Mar.
A execução de Décio Sá provocou a revolta de entidades jornalísticas, que cobraram a rigorosa apuração do caso e a aprovação no Congresso Nacional de projeto de lei que federaliza os crimes cometidos contra os profissionais de comunicação.

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