Candidatos à prefeitura de São Luís participaram do último debate antes do segundo turno, no domingo. Foto: Clodoaldo Corrêa/Especial para Terra
Candidatos à prefeitura de São Luís participaram do último debate antes do segundo turno, no domingo
Foto: Clodoaldo Corrêa/Especial para Terra
CLODOALDO CORRÊA
Direto de São Luís
O debate entre os candidatos à prefeitura de São Luís (MA), realizado nesta sexta-feira pela TV Mirante, filiada à Rede Globo, foi marcado pelo clima ameno entre os concorrentes. O atual prefeito, João Castelo (PSDB), preferiu falar dos aliados do adversário e de suposta criação de milícia do opositor. Já o candidato Edivaldo Holanda Júnior (PTC) falou de problemas da administração do tucano e acusou Castelo de dar um "calote" em grupos culturais.
Um fato que pode ter influenciado no clima ameno do debate foi que as coordenações das campanhas acordaram proibir manifestações em frente à emissora. O tradicional telão também não foi colocado no local do evento.
Castelo questionou Edivaldo sobre suas críticas ao programa de distribuição de leite em escolas. "Ele nasceu em berço de ouro. Não sabe a importância do programa para os mais humildes", afirmou. Edivaldo disse que iria continuar o programa, além de melhorar a qualidade do leite. "Ele volta a me agredir, da mesma forma que fez no primeiro turno e no segundo".
O tema drogas foi abordado pela primeira vez na campanha em São Luís. Edivaldo falou dos consultórios de rua do governo Dilma. "Já poderíamos fazer aqui em São Luís. Já existe em Imperatriz (cidade do Sul maranhense). Vamos trazer os consultórios de rua para São Luís", afirmou. O prefeito disse que Edivaldo se diz tão amigo da presidenta Dilma e não trouxe nada para o Maranhão.
Quando o assunto foi o pagamento das manifestações culturais nas apresentações em eventos da prefeitura, o clima também esquentou. Castelo garantiu que paga corretamente os compromissos, e ainda alfinetou Edivaldo por ser evangélico, que seria contra as manifestações. "Antes atrasava mais, agora pagamos 30 ou 60 dias depois. Não temos problema. Todos dizem que você vai parar tudo. Você diz que isso é coisa do diabo".
Edivaldo respondeu que "Castelo falta com a verdade". "São Luís respira cultura. Vocês brincam o carnaval e o São João, e Castelo não paga. Chega a passar quase dez meses para receber. Eu tratarei com respeito". Castelo chamou Edivaldo de mentiroso e leviano. Foi quando ele pediu o direito de resposta, não concedido.
O prefeito João Castelo disse que deveria explicar uma reunião que teve com militares, como se estivesse formando uma milícia. Edivaldo leu a decisão da Justiça que diz que existe manipulação do vídeo e lembrou que o adversário passou toda a última semana falando do assunto.
O petecista falou pela primeira vez da questão de agressão a estudantes quando Castelo foi governador. "Quem entende de violência é ele que mandou bater nos estudantes em 1979. Quem entende de violência e terror é ele". Castelo respondeu: "ele fala de quando eu fui governador. Até hoje São Luís não esquece é do sistema de água Italuís, do estádio Castelão, que eu fiz em meu governo".

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Candidatos à prefeitura de São Luís participaram do último debate antes do segundo turno, no domingo. Foto: Clodoaldo Corrêa/Especial para Terra
Candidatos à prefeitura de São Luís participaram do último debate antes do segundo turno, no domingo
Foto: Clodoaldo Corrêa/Especial para Terra
CLODOALDO CORRÊA
Direto de São Luís
O debate entre os candidatos à prefeitura de São Luís (MA), realizado nesta sexta-feira pela TV Mirante, filiada à Rede Globo, foi marcado pelo clima ameno entre os concorrentes. O atual prefeito, João Castelo (PSDB), preferiu falar dos aliados do adversário e de suposta criação de milícia do opositor. Já o candidato Edivaldo Holanda Júnior (PTC) falou de problemas da administração do tucano e acusou Castelo de dar um "calote" em grupos culturais.
Um fato que pode ter influenciado no clima ameno do debate foi que as coordenações das campanhas acordaram proibir manifestações em frente à emissora. O tradicional telão também não foi colocado no local do evento.
Castelo questionou Edivaldo sobre suas críticas ao programa de distribuição de leite em escolas. "Ele nasceu em berço de ouro. Não sabe a importância do programa para os mais humildes", afirmou. Edivaldo disse que iria continuar o programa, além de melhorar a qualidade do leite. "Ele volta a me agredir, da mesma forma que fez no primeiro turno e no segundo".
O tema drogas foi abordado pela primeira vez na campanha em São Luís. Edivaldo falou dos consultórios de rua do governo Dilma. "Já poderíamos fazer aqui em São Luís. Já existe em Imperatriz (cidade do Sul maranhense). Vamos trazer os consultórios de rua para São Luís", afirmou. O prefeito disse que Edivaldo se diz tão amigo da presidenta Dilma e não trouxe nada para o Maranhão.
Quando o assunto foi o pagamento das manifestações culturais nas apresentações em eventos da prefeitura, o clima também esquentou. Castelo garantiu que paga corretamente os compromissos, e ainda alfinetou Edivaldo por ser evangélico, que seria contra as manifestações. "Antes atrasava mais, agora pagamos 30 ou 60 dias depois. Não temos problema. Todos dizem que você vai parar tudo. Você diz que isso é coisa do diabo".
Edivaldo respondeu que "Castelo falta com a verdade". "São Luís respira cultura. Vocês brincam o carnaval e o São João, e Castelo não paga. Chega a passar quase dez meses para receber. Eu tratarei com respeito". Castelo chamou Edivaldo de mentiroso e leviano. Foi quando ele pediu o direito de resposta, não concedido.
O prefeito João Castelo disse que deveria explicar uma reunião que teve com militares, como se estivesse formando uma milícia. Edivaldo leu a decisão da Justiça que diz que existe manipulação do vídeo e lembrou que o adversário passou toda a última semana falando do assunto.
O petecista falou pela primeira vez da questão de agressão a estudantes quando Castelo foi governador. "Quem entende de violência é ele que mandou bater nos estudantes em 1979. Quem entende de violência e terror é ele". Castelo respondeu: "ele fala de quando eu fui governador. Até hoje São Luís não esquece é do sistema de água Italuís, do estádio Castelão, que eu fiz em meu governo".

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