Manifestantes contra o casamento gay voltam a protestar em Paris

Manifestante protesta contra o casamento gay em passeata pelas ruas de Paris.
Manifestante protesta contra o casamento gay em passeata pelas ruas de Paris.
REUTERS/Stephane Mahe

RFI
Neste domingo, pelo menos 50 mil pessoas, segundo os organizadores, voltaram às ruas de Paris para protestar contra a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo na França. A legislação deve ser adotada definitivamente na próxima terça-feira. Os opositores, porém, prometem continuar a mostrar seu descontentamento com uma passeata na capital francesa. Partidários do casamento gay também organizam uma manifestação hoje.

Na próxima terça-feira, a França deverá se tornar o 14° país do mundo a autorizar o casamento de pessoas do mesmo sexo. De acordo com uma pesquisa do instituto BVA, 58% dos franceses se dizem favorável ao casamento gay. Atualmente, a lei francesa concedia aos casais homossexuais apenas o direito a uma união civil. A adoção da lei está praticamente garantida, mas os opositores ao casamento gay continuam a protestar.
Neste domingo, cerca de 50 mil pessoas organizaram uma passeata cujo sai do sul de Paris e se dirige aos arredores da Torre Eiffel. A porta-voz do grupo que organiza a passeata, Frigide Barjot, afirma que entre 30 mil e 50 mil pessoas são esperadas hoje. O número é inferior ao da manifestação do último dia 24 de março quando 300 mil pessoas (dados da polícia) e 1,4 milhão (dados da organização) protestaram contra o casamento entre homossexuais.
Segundo Barjot, os opositores não pretendem “jogar a toalha”. Albéric Dumont, outro líder do movimento “Manif pour tous (protesto para todos, em português), disse que eles “ainda têm alguns dias e que não vão abandonar [a luta] agora”. Mesmo com a aprovação do casamento gay, o grupo já marcou uma nova grande manifestação para o dia 26 de maio em Paris. “[Essa manifestação] vai tratar de outros assuntos da política de governo de François Hollande, especialmente em relação à família, e ao problema da eutanásia”, afirmou Barjot.
Para evitar a confusão e a violência registradas na última manifestação, os organizadores disseram ter contratado agentes de segurança que terão a missão de expulsar da passeataos manifestantes mais exaltados. As marchas contra o casamento gay reúnem famílias inteiras –inclusive bebês-, mas também agregam grupos de extrema direita, católicos integristas, movimentos monarquistas e radicais nacionalistas.
Homofobia
Uma outra passeata que parte da Bastilha (oeste de Paris) neste domingo ergue a bandeira da igualdade. O trajeto dessa manifestação não deve cruzar com o do grupo que marcha contra o casamento gay. « Nos recusamos a ver a rua entregue a grupos violentos, racistas e xenófobos . Nos recusamos a ver a violência e as ameaças se multiplicarem contra nós », afirma a associação de direitos dos homossexuais Act up.
Representantes da esquerda francesa ,como o Novo Partido Anticapitalista (NPA), o Partido Comunista, a Juventude Socialista e o Partido Europa Ecologia, também participam dessa passeata.
Nas últimas semanas, o debate sobre o casamento gay acabou resvalando para o aumento de violência de motivação homofóbica. Nesta semana, três empregados de um bar gay em Lille (norte da França) foram atacados por um grupo de homens. A polícia deteve os agressores.

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Manifestante protesta contra o casamento gay em passeata pelas ruas de Paris.
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REUTERS/Stephane Mahe

RFI
Neste domingo, pelo menos 50 mil pessoas, segundo os organizadores, voltaram às ruas de Paris para protestar contra a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo na França. A legislação deve ser adotada definitivamente na próxima terça-feira. Os opositores, porém, prometem continuar a mostrar seu descontentamento com uma passeata na capital francesa. Partidários do casamento gay também organizam uma manifestação hoje.

Na próxima terça-feira, a França deverá se tornar o 14° país do mundo a autorizar o casamento de pessoas do mesmo sexo. De acordo com uma pesquisa do instituto BVA, 58% dos franceses se dizem favorável ao casamento gay. Atualmente, a lei francesa concedia aos casais homossexuais apenas o direito a uma união civil. A adoção da lei está praticamente garantida, mas os opositores ao casamento gay continuam a protestar.
Neste domingo, cerca de 50 mil pessoas organizaram uma passeata cujo sai do sul de Paris e se dirige aos arredores da Torre Eiffel. A porta-voz do grupo que organiza a passeata, Frigide Barjot, afirma que entre 30 mil e 50 mil pessoas são esperadas hoje. O número é inferior ao da manifestação do último dia 24 de março quando 300 mil pessoas (dados da polícia) e 1,4 milhão (dados da organização) protestaram contra o casamento entre homossexuais.
Segundo Barjot, os opositores não pretendem “jogar a toalha”. Albéric Dumont, outro líder do movimento “Manif pour tous (protesto para todos, em português), disse que eles “ainda têm alguns dias e que não vão abandonar [a luta] agora”. Mesmo com a aprovação do casamento gay, o grupo já marcou uma nova grande manifestação para o dia 26 de maio em Paris. “[Essa manifestação] vai tratar de outros assuntos da política de governo de François Hollande, especialmente em relação à família, e ao problema da eutanásia”, afirmou Barjot.
Para evitar a confusão e a violência registradas na última manifestação, os organizadores disseram ter contratado agentes de segurança que terão a missão de expulsar da passeataos manifestantes mais exaltados. As marchas contra o casamento gay reúnem famílias inteiras –inclusive bebês-, mas também agregam grupos de extrema direita, católicos integristas, movimentos monarquistas e radicais nacionalistas.
Homofobia
Uma outra passeata que parte da Bastilha (oeste de Paris) neste domingo ergue a bandeira da igualdade. O trajeto dessa manifestação não deve cruzar com o do grupo que marcha contra o casamento gay. « Nos recusamos a ver a rua entregue a grupos violentos, racistas e xenófobos . Nos recusamos a ver a violência e as ameaças se multiplicarem contra nós », afirma a associação de direitos dos homossexuais Act up.
Representantes da esquerda francesa ,como o Novo Partido Anticapitalista (NPA), o Partido Comunista, a Juventude Socialista e o Partido Europa Ecologia, também participam dessa passeata.
Nas últimas semanas, o debate sobre o casamento gay acabou resvalando para o aumento de violência de motivação homofóbica. Nesta semana, três empregados de um bar gay em Lille (norte da França) foram atacados por um grupo de homens. A polícia deteve os agressores.

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