A carreta foi cercada e interceptada pela quadrilha na altura do Parque Beira-Mar. Um Gol preto, com pelo menos seis homens, dava cobertura a outros dois suspeitos, que seriam contratados para desarmar o rastreador do veículo e outro para conduzir a carreta.
Caminhão foi recuperado pela PM e dois suspeitos presos
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O DiaAo estacionar no acostamento da rodovia para desarmar o bloqueador do caminhão, eles foram surpreendidos por militares que faziam patrulhamento e desconfiaram do grupo. Após avistar os policiais, o bando efetuou pelo menos dois disparos. De acordo com os PMs, não houve confronto e ninguém ficou ferido. Seis criminosos conseguiram fugir.
"Quando percebemos a ação do bando eles atiraram em nossa direção, mas por sorte não fomos atingidos. O motorista do carreta foi rendido e ficou por um tempo dentro do carro escuro e depois foi liberado. Ele ligou para a empresa e comunicou o roubo. Acredito que desarticulamos uma quadrilha que costuma roubar cargas na rodovia", lembrou o sargento Magno, do batalhão de Duque de Caxias.Ainda segundo ele, durante o tempo em que o motorista ficou em poder dos criminosos, ele foi ameaçado e permaneceu com a cabeça baixa.
Alan de Souza Campos Cordeiro (à esquerda) e Renato Alves da Costa
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O DiaCom Alan de Souza Campos Cordeiro, de 30 anos, que seria contratado para dirigir a carreta e Renato Alves da Costa, 31, que segundo policiais é especialista em desarmar rastreadores da carretas, foram encontrados uma mochila com ferramentas, como alicates e chaves de fenda, além de bebidas energéticas.
"Apenas recebi uma proposta para conduzir a carreta", tentou se defender Alan de Souza.
Segundo o motorista do veículo, que ainda estava bastante assustado na delegacia, a carreta iria para a Pavuna, na Zona Norte do Rio.
De acordo com o delegado assistente da 62ª DP (Imbariê), Aglausio Batista, a dupla será indiciada por roubo, concurso de agentes (quando várias pessoas participam para a realização de uma infração penal) e emprego de arma de fogo.A Polícia Civil acredita que a carga, avaliada em R$ 500 mil, seria negociada no comércio clandestino. O caso será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas.
Fonte: O Dia




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