AFAGO: Maranhão se inspira em Shakespeare e elogia Cássio

AFAGO: Maranhão se inspira em Shakespeare e elogia Cássio O ex-governador José Maranhão (PMDB) recebeu no final da manhã de hoje algumas filiações a seu partido. As mais expressivas registradas no diretório municipal de João Pessoa foram as dos ex-vereadores Marconi Paiva e Padre Adelino.

Em entrevista à imprensa, o peemedebista foi instigado a comentar assuntos da crônica política atual e surpreendeu, por exemplo, ao elogiar o adversário Cássio Cunha Lima (PSDB), cuja cassação aconteceu a pedido de sua coligação e em cujo vácuo chegou, pela terceira vez ao Palácio da Redenção, em fevereiro de 2009.

Ao ser informado por um jornalista de que Cássio teria admitido, em uma conversa informal, o apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena mesmo sabendo da simpatia e eventual aliança de Maranhão com o PSDB, o ex-governador peemedebista comentou:

- Cássio está fazendo uma análise de um político maduro e equilibrado. Nós não temos questões pessoais nenhuma. As divergências são meramente políticas. Todos sabem que eu apoiei Ricardo Coutinho duas vezes e sabem as posições de Ricardo, que está no Governo do Estado. Em política, como no amor, não sei se a frase é de Shakespeare.

Sobre a saída de Trocolli Junior do partido, Maranhão comentou que essa resposta quem vai dar é o diretório municipal de Cabedelo.

"Não tenho conhecimento das queixas do deputado. O diretório do PMDB deu a ele todo o apoio e solidariedade. Na política, como no amor, não raro se processa a união dos contrários. Até porque a democracia é plural. Regime de partido único só nas ditaduras. Na democracia, você tem uma multiplicidade de partidos e a natureza das eleições majoritárias com segundo turno prevê a oportunidade para quem se enfrentou no primeiro turno, se compor para que o candidato vitorioso tenha uma base que permita a governabilidade. Na democracia, não devemos nos colocar em posição rancorosa de inimigos para a vida toda. Não é nem cristã essa proposta! Todos agimos com espírito aberto para o entendimento até com os adversários", disse.

Maranhão também foi perguntado a respeito de sua pré-candidatura a prefeito de João Pessoa e de um eventual desgaste caso venha a perder o pleito:

- Eu só temo a Deus! Tenho todas as razões para confiar no povo de João Pessoa. Sou candidato e pode vir o trem do outro lado

O líder do PMDB negou estremecimento com Manoel Júnior e disse que está "absolutamente entrosado" com o colega:

- Só quem não conhece minha relação com Manoel Júnior pode imaginar que haja com ele qualquer nota destoante. 

A triste situação do rio Buriticupu Das nascentes à foz
Não é fácil ver o rio Buriticupu na situação em que se encontra. Ouvir o fraco barulho de suas correntezas, correndo lento e timidamente entre as serras, perdendo o pouco que resta do seu cobertor natural, e se dirigindo num percurso incerto.   

 
Rio Buriticupu, dois principais tipos de pessoas devem cuidar de você, com muito mais dedicação, uns que moram no teu caminho e outros que apesar de não morarem tão perto tem o poder de te ajudar.

Temos percorrido o mesmo caminho que percorres, e temos visto os obstáculos que tens enfrentado. Tens tentado passar em lugares onde te fizeram represar e mudaram radicalmente o ter percurso.

Ao longo desse tempo fizeram de tudo. Cortaram, venderam, trocaram e queimaram pedaços do teu cobertor em vários lugares, e assim, teus peixes e outras criaturas que habitam em ti não resistem ao calor.

As situações degradantes estão à tua esquerda e tua direita. Se de um lado não se encontram mais o Buriti, nem tampouco o cupu que medrava de suas matas. Por outro lado, percebe-se que nem mesmo o Bom Jesus conseguiu manter suas selvas. Dando lugar ao alimento dos bovinos ou das siderúrgicas.
Nem mesmo no teu berço tens tido tranqüilidade para viver em paz. Nem os silvícolas que estão há tanto tempo contigo e que inclusive te deram esse nome, têm tido o devido carinho com o teu cobertor.

Tu tens bebido veneno em grande quantidade, vindo das plantações como: hortas e plantios de eucaliptos. Esse veneno mata teus peixes, além de causar enjôo dores de cabeça e outros males a todos que utilizam suas águas.

Para construção de edificações, retiram materiais do teu piso, onde tu corres deslizante até a foz. Rio Buriticupu o teu piso e tuas paredes são arrancados com máquinas motorizadas coordenadas por outras máquinas egoístas e mercantilistas ao extremo, que agem pela força do imediatismo.

Nota-se também que ao te alimentar, os teus braços não estão mais com a mesma força de outrora. A quantidade e qualidade de alimento oferecido pelas fontes que formam os teus braços estão comprometidas.
Outras criaturas atípicas e alheias a tua vontade estão morando dentro de ti, em casinhas improvisadas, enquanto engorda para serem vendidas.
Vários tipos de resíduos sólidos têm sido despejados sobre você, e mesmo tentando se desviar não consegue se livrar da impureza e do odor miserável que o leva consigo.

As lavadeiras tiram a sujeira da roupa e deixa em você. São impurezas que durarão décadas. Bem ali pertinho das lavadeiras estão os que vendem nadadores e bebidas e sem uma gota de cidadania jogam todos os dejetos, que servem de alimentos para outros nadadores.

Sem quase sair do lugar encontramos aqueles que querem economizar uns trocadinhos e deixar seus veículos limpinhos colocando-os pra lavar e deixar substâncias químicas dentro de ti.

Como se não bastasse, basta olhar em direção a passagem de concreto que liga os municípios banhados por ti, e verás o mais recente absurdo: boa parte do material de aterro utilizado na recuperação da BR 222 está sendo levado para tuas águas e te sufocando. Querendo enterrar-te vivo.

Já percebestes também que a quantidade de pássaros que cantavam pertinho de você está diminuindo? Pois quando não dá pra matar envenenado o que está contigo, matam através do fogo o que está por perto,

Rio Buriticupu mantenha a viva esperança. O teu clamor foi ouvido pelo Instituto Federal do Maranhão, pelo Ministério Público e por outros parceiros. Saiba que a tua situação ainda tem jeito, e que algo já está sendo feito em favor de sua recuperação e preservação.

Professor Isaias Neres Aguiar – Estudante de Biologia no IFMA, campus Buriticupu

Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Mangabeira Unger: projeto para o Nordeste
Mangabeira Unger: projeto para o Nordeste

Antonio Risério
De Salvador

Escrevi aqui, há algumas semanas, sobre a Sudene e o Nordeste, fazendo referência a um belo projeto dos tempos do governo do presidente Lula para a região, quando nosso Roberto Mangabeira se encontrava à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. E recebi uns poucos telefonemas e e-mails sobre o assunto. Eram pessoas interessadas em questões nordestinas, pedindo maiores detalhes sobre o projeto. Volto, então, ao assunto.

Não vou entrar no terreno técnico (propriamente dito) das propostas apresentadas por Roberto Mangabeira. Limitar-me-ei (olha aí a velha e esquecida mesóclise, mon chéri João Ubaldo Ribeiro, nesses tempos em que traduzem "dramatic" por "dramático" e não por "espetacular": desde quando uma sociedade floresce "dramaticamente"?) a uma apresentação mais livre do que sistemática das premissas e diretrizes gerais do documento ("O Desenvolvimento do Nordeste como Projeto Nacional"), que se destina a subsidiar uma iniciativa em favor do avanço socioeconômico da região, concebido como projeto nacional - e Pernambuco hoje, lembre-se, é o estado que mais cresce no país. Iniciativa que, por sua vez, se articula a partir de três objetivos.

Primeiro, contribuir para a construção de um ideário "que defina o desenvolvimento do Nordeste como expressão regional de uma causa nacional": a construção de um modelo de desenvolvimento que transforme a ampliação de oportunidades (para aprender, trabalhar e produzir) no próprio motor do crescimento - "e que, com isso, ancore o social na maneira de organizar o econômico; afirme a primazia dos interesses do trabalho e da produção; seja, ao mesmo tempo, sustentável e includente; converta desvantagens aparentes em vantagens reais; mobilize os recursos, sobretudo humanos, sociais e culturais do Nordeste, em proveito de um caminho que todo o país poderá seguir, com as variações exigidas pelas circunstâncias de cada região; e, de tal maneira, faça, da originalidade do Nordeste, oportunidade para o Brasil".

O segundo propósito da iniciativa é que este ideário se encarne num conjunto de ações (algumas, já em andamento) fundadas no federalismo cooperativo - vale dizer, dando maior peso a ações que se prestem à colaboração prática entre os três níveis da federação. "A terceira finalidade da iniciativa é organizar campanha de esclarecimento e persuasão que leve o Nordeste, mais uma vez, ao centro da atenção e do debate nacional. É imprescindível que o Nordeste apareça no imaginário do país como vanguarda potencial de uma estratégia para o desenvolvimento do Brasil". Para que isto aconteça, será necessário deflagrar uma série de inovações institucionais, animadas pelo propósito último de democratizar a economia de mercado.

A iniciativa, como disse em texto anterior, se assenta em quatro premissas: não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste; o Nordeste se ressente, hoje, da falta de um projeto regional de desenvolvimento; assim como não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste, não há solução para o Nordeste sem solução para o semiárido nordestino; um Projeto Nordeste, agora, deve colocar suas fichas no empreendedorismo emergente e na inventidade tecnológica popular.

Cabem alguns comentários, com relação a cada uma das premissas. Primeiro: o Brasil nunca vai se realizar, como nação plenamente desenvolvida, enquanto não resolver a questão da pobreza (daí, a ênfase corretíssima de Dilma Rousseff no combate à miséria) - e muitas das áreas e populações mais pobres do Brasil estão no Nordeste, ao tempo em que a região apresenta realidades indispensáveis à transformação nacional. Segundo: apesar da capacidade empreendedora e cultural, das obras infraestruturais em curso, da renovação da cultura política e da existência de pensadores e cientistas centrados no problema, não temos, hoje, como tivemos com Celso Furtado, um projeto geral capaz de orientar, em seu conjunto, o desenvolvimento nordestino.

Vazio projetual que vem sendo preenchido por coisas perniciosas. Como a busca particularista de incentivos e subsídios, lances fragmentários (ainda que se manifestem em grandes obras físicas) e as ilusões do "pobrismo" e do "sãopaulismo". No caso do "pobrismo", sobretudo com vistas ao semiárido, pensa-se apenas em pequenas ações, em coisas vicinais, que evitam o pior, mas são incapazes de desenvolver a região. No caso do "sãopaulismo", o máximo a que se pode chegar é à transformação do Nordeste numa versão tardia e hoje superada da São Paulo de meados do século 20. Quando, ao contrário, cabe ao Nordeste colocar "sua própria originalidade a serviço da originalidade do Brasil". Mais: "Aliados, o pobrismo e o sãopaulismo ocupam o espaço que deveria pertencer a uma alternativa capaz de soerguer o Nordeste como exemplo para o Brasil".

Quanto à terceira premissa (não há solução para o Nordeste sem solução para o semiárido), deve-se lembrar que abandonar o semiárido ao "pobrismo" é condenar a sua população a ser, definitivamente, estoque de mão-de-obra barata, "exército de reserva". Quanto à quarta, o Nordeste exibe, de fato, um empreendedorismo emergente. Mangabeira: "Seus veículos mais importantes são dezenas de milhares de pequenas e médias empresas. Seu agente social é a segunda classe média, mestiça, que vem de baixo, luta para abrir e manter pequenos negócios, estuda à noite, filia-se a novas igrejas e a novos clubes e constrói cultura de autoajuda e de iniciativa". A segunda força construtiva está na inventividade tecnológica popular - "cujas realizações surpreendentes contrastam com a limitada formação de seus agentes. Em Picos, no sudeste do Piauí, por exemplo, vê-se uma apicultura servida por máquinas comparáveis ao melhor do que existe na apicultura do mundo, mas inteiramente concebidas, desenhadas e fabricadas por gente com formação secundária".

Bem. Aí estão, esquematicamente, as premissas de que parte o projeto mangabeiriano, esqueleto que solicita, dos nordestinos, seu preenchimento com carne, alma-coração, músculos e veias. Num próximo artigo, tentarei dar conta, também de modo sintético e esquemático, do conjunto de diretrizes gerais para um possível e inadiável esforço global de desenvolvimento regional.

Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

O ex-Governador José Maranhão afirmou em Campina Grande que, em 2014, a vez será do prefeito Veneziano Vital do Rêgo disputar o Governo do Estado pelo PMDB. Segundo Maranhão, Veneziano reúne todas as condições que os paraibanos exigem para governar o Estado.

"A vez é de Veneziano. Ele é um político jovem, futuroso e o nosso partido não pode deixar de contemplar um quadro que, por tudo o que a Paraíba sabe, traz um cabedal extraordinário, tanto do ponto de vista eleitoral, quanto do ponto de vista pesssoal, pela experiência como administrador, em dois mandatos, de uma cidade complexa, de uma cidade grande como é Campina Grande", afirmou José Maranhão.

Ele afirmou que Veneziano poderá dar uma grande contribuição ao desenvolvimento da Paraíba, considerando o seu dinamismo, suas qualidades de administrador e sua dedicação à vida pública. "Em breve a Paraíba vai reconhecer isso que Campina Grande já reconehce", disse o ex-governador, referindo-se ao que Veneziano tem feito por Campina, na qualidade de prefeito


  • Floresta Amazônica é ameaçada por posseiros

  • Segundo Ibama, área devastada é do tamanho da cidade de Campinas (SP)


  • A ocupação ilegal de posseiros ameaça a preservação da Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão. Um levantamento feito pelo governo federal mostrou que atualmente 202 posseiros ocupam a reserva sem comprovar propriedade. A área de preservação, criada em 1989, busca proteger o que restou da vegetação de floresta amazônica no estado.
    “Fizemos todo um levantamento territorial e estamos questionando a legalidade de uma série de títulos que foram apresentados. Alguns deles também não foram apresentados ainda e nós estamos fazendo um esforço grande para a consolidação da unidade”, afirmou o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello.
    De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 946 km² já foram devastados, uma área maior que a cidade de Campinas, em São Paulo.
    O prefeito de Davinópolis, município vizinho da reserva, Chico do Rádio (PDT), também afirmou ser dono de uma fazenda dentro da floresta. Ele diz que fez a compra do terreno no ano passado e que pagou R$ 30 mil.
    “Deve dar aí uns 3 mil, 4 mil hectares, 2.500. Mais ou menos essa média lá. Cabeças de gado, deve ter uns 1.800, 1.700. Gado entre macho e fêmea”, disse o prefeito.
    Chico do Rádio entrou com pedido na Justiça para que o estado pague R$ 6 milhões de indenização para devolver a área à reserva.
    O governo federal informou que ele nunca apresentou documentação da propriedade. O prefeito diz que, por enquanto, vai manter as atividades no local.
    A presença de posseiros na região facilita o acesso de madeireiros que também ameaçam a preservação da floresta. O sobrevoo da área de preservação mostra clareiras abertas pelos madeireiros em meio à mata densa e até uma madeireira funcionado dentro da reserva.


Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

O ex-Governador José Maranhão afirmou em Campina Grande que, em 2014, a vez será do prefeito Veneziano Vital do Rêgo disputar o Governo do Estado pelo PMDB. Segundo Maranhão, Veneziano reúne todas as condições que os paraibanos exigem para governar o Estado.

"A vez é de Veneziano. Ele é um político jovem, futuroso e o nosso partido não pode deixar de contemplar um quadro que, por tudo o que a Paraíba sabe, traz um cabedal extraordinário, tanto do ponto de vista eleitoral, quanto do ponto de vista pesssoal, pela experiência como administrador, em dois mandatos, de uma cidade complexa, de uma cidade grande como é Campina Grande", afirmou José Maranhão.

Ele afirmou que Veneziano poderá dar uma grande contribuição ao desenvolvimento da Paraíba, considerando o seu dinamismo, suas qualidades de administrador e sua dedicação à vida pública. "Em breve a Paraíba vai reconhecer isso que Campina Grande já reconehce", disse o ex-governador, referindo-se ao que Veneziano tem feito por Campina, na qualidade de prefeito.

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AFAGO: Maranhão se inspira em Shakespeare e elogia Cássio

AFAGO: Maranhão se inspira em Shakespeare e elogia Cássio O ex-governador José Maranhão (PMDB) recebeu no final da manhã de hoje algumas filiações a seu partido. As mais expressivas registradas no diretório municipal de João Pessoa foram as dos ex-vereadores Marconi Paiva e Padre Adelino.

Em entrevista à imprensa, o peemedebista foi instigado a comentar assuntos da crônica política atual e surpreendeu, por exemplo, ao elogiar o adversário Cássio Cunha Lima (PSDB), cuja cassação aconteceu a pedido de sua coligação e em cujo vácuo chegou, pela terceira vez ao Palácio da Redenção, em fevereiro de 2009.

Ao ser informado por um jornalista de que Cássio teria admitido, em uma conversa informal, o apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena mesmo sabendo da simpatia e eventual aliança de Maranhão com o PSDB, o ex-governador peemedebista comentou:

- Cássio está fazendo uma análise de um político maduro e equilibrado. Nós não temos questões pessoais nenhuma. As divergências são meramente políticas. Todos sabem que eu apoiei Ricardo Coutinho duas vezes e sabem as posições de Ricardo, que está no Governo do Estado. Em política, como no amor, não sei se a frase é de Shakespeare.

Sobre a saída de Trocolli Junior do partido, Maranhão comentou que essa resposta quem vai dar é o diretório municipal de Cabedelo.

"Não tenho conhecimento das queixas do deputado. O diretório do PMDB deu a ele todo o apoio e solidariedade. Na política, como no amor, não raro se processa a união dos contrários. Até porque a democracia é plural. Regime de partido único só nas ditaduras. Na democracia, você tem uma multiplicidade de partidos e a natureza das eleições majoritárias com segundo turno prevê a oportunidade para quem se enfrentou no primeiro turno, se compor para que o candidato vitorioso tenha uma base que permita a governabilidade. Na democracia, não devemos nos colocar em posição rancorosa de inimigos para a vida toda. Não é nem cristã essa proposta! Todos agimos com espírito aberto para o entendimento até com os adversários", disse.

Maranhão também foi perguntado a respeito de sua pré-candidatura a prefeito de João Pessoa e de um eventual desgaste caso venha a perder o pleito:

- Eu só temo a Deus! Tenho todas as razões para confiar no povo de João Pessoa. Sou candidato e pode vir o trem do outro lado

O líder do PMDB negou estremecimento com Manoel Júnior e disse que está "absolutamente entrosado" com o colega:

- Só quem não conhece minha relação com Manoel Júnior pode imaginar que haja com ele qualquer nota destoante. 

Rio Buriticupu pede socorro

A triste situação do rio Buriticupu Das nascentes à foz
Não é fácil ver o rio Buriticupu na situação em que se encontra. Ouvir o fraco barulho de suas correntezas, correndo lento e timidamente entre as serras, perdendo o pouco que resta do seu cobertor natural, e se dirigindo num percurso incerto.   

 
Rio Buriticupu, dois principais tipos de pessoas devem cuidar de você, com muito mais dedicação, uns que moram no teu caminho e outros que apesar de não morarem tão perto tem o poder de te ajudar.

Temos percorrido o mesmo caminho que percorres, e temos visto os obstáculos que tens enfrentado. Tens tentado passar em lugares onde te fizeram represar e mudaram radicalmente o ter percurso.

Ao longo desse tempo fizeram de tudo. Cortaram, venderam, trocaram e queimaram pedaços do teu cobertor em vários lugares, e assim, teus peixes e outras criaturas que habitam em ti não resistem ao calor.

As situações degradantes estão à tua esquerda e tua direita. Se de um lado não se encontram mais o Buriti, nem tampouco o cupu que medrava de suas matas. Por outro lado, percebe-se que nem mesmo o Bom Jesus conseguiu manter suas selvas. Dando lugar ao alimento dos bovinos ou das siderúrgicas.
Nem mesmo no teu berço tens tido tranqüilidade para viver em paz. Nem os silvícolas que estão há tanto tempo contigo e que inclusive te deram esse nome, têm tido o devido carinho com o teu cobertor.

Tu tens bebido veneno em grande quantidade, vindo das plantações como: hortas e plantios de eucaliptos. Esse veneno mata teus peixes, além de causar enjôo dores de cabeça e outros males a todos que utilizam suas águas.

Para construção de edificações, retiram materiais do teu piso, onde tu corres deslizante até a foz. Rio Buriticupu o teu piso e tuas paredes são arrancados com máquinas motorizadas coordenadas por outras máquinas egoístas e mercantilistas ao extremo, que agem pela força do imediatismo.

Nota-se também que ao te alimentar, os teus braços não estão mais com a mesma força de outrora. A quantidade e qualidade de alimento oferecido pelas fontes que formam os teus braços estão comprometidas.
Outras criaturas atípicas e alheias a tua vontade estão morando dentro de ti, em casinhas improvisadas, enquanto engorda para serem vendidas.
Vários tipos de resíduos sólidos têm sido despejados sobre você, e mesmo tentando se desviar não consegue se livrar da impureza e do odor miserável que o leva consigo.

As lavadeiras tiram a sujeira da roupa e deixa em você. São impurezas que durarão décadas. Bem ali pertinho das lavadeiras estão os que vendem nadadores e bebidas e sem uma gota de cidadania jogam todos os dejetos, que servem de alimentos para outros nadadores.

Sem quase sair do lugar encontramos aqueles que querem economizar uns trocadinhos e deixar seus veículos limpinhos colocando-os pra lavar e deixar substâncias químicas dentro de ti.

Como se não bastasse, basta olhar em direção a passagem de concreto que liga os municípios banhados por ti, e verás o mais recente absurdo: boa parte do material de aterro utilizado na recuperação da BR 222 está sendo levado para tuas águas e te sufocando. Querendo enterrar-te vivo.

Já percebestes também que a quantidade de pássaros que cantavam pertinho de você está diminuindo? Pois quando não dá pra matar envenenado o que está contigo, matam através do fogo o que está por perto,

Rio Buriticupu mantenha a viva esperança. O teu clamor foi ouvido pelo Instituto Federal do Maranhão, pelo Ministério Público e por outros parceiros. Saiba que a tua situação ainda tem jeito, e que algo já está sendo feito em favor de sua recuperação e preservação.

Professor Isaias Neres Aguiar – Estudante de Biologia no IFMA, campus Buriticupu

Voltando ao Nordeste

Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Mangabeira Unger: projeto para o Nordeste
Mangabeira Unger: projeto para o Nordeste

Antonio Risério
De Salvador

Escrevi aqui, há algumas semanas, sobre a Sudene e o Nordeste, fazendo referência a um belo projeto dos tempos do governo do presidente Lula para a região, quando nosso Roberto Mangabeira se encontrava à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. E recebi uns poucos telefonemas e e-mails sobre o assunto. Eram pessoas interessadas em questões nordestinas, pedindo maiores detalhes sobre o projeto. Volto, então, ao assunto.

Não vou entrar no terreno técnico (propriamente dito) das propostas apresentadas por Roberto Mangabeira. Limitar-me-ei (olha aí a velha e esquecida mesóclise, mon chéri João Ubaldo Ribeiro, nesses tempos em que traduzem "dramatic" por "dramático" e não por "espetacular": desde quando uma sociedade floresce "dramaticamente"?) a uma apresentação mais livre do que sistemática das premissas e diretrizes gerais do documento ("O Desenvolvimento do Nordeste como Projeto Nacional"), que se destina a subsidiar uma iniciativa em favor do avanço socioeconômico da região, concebido como projeto nacional - e Pernambuco hoje, lembre-se, é o estado que mais cresce no país. Iniciativa que, por sua vez, se articula a partir de três objetivos.

Primeiro, contribuir para a construção de um ideário "que defina o desenvolvimento do Nordeste como expressão regional de uma causa nacional": a construção de um modelo de desenvolvimento que transforme a ampliação de oportunidades (para aprender, trabalhar e produzir) no próprio motor do crescimento - "e que, com isso, ancore o social na maneira de organizar o econômico; afirme a primazia dos interesses do trabalho e da produção; seja, ao mesmo tempo, sustentável e includente; converta desvantagens aparentes em vantagens reais; mobilize os recursos, sobretudo humanos, sociais e culturais do Nordeste, em proveito de um caminho que todo o país poderá seguir, com as variações exigidas pelas circunstâncias de cada região; e, de tal maneira, faça, da originalidade do Nordeste, oportunidade para o Brasil".

O segundo propósito da iniciativa é que este ideário se encarne num conjunto de ações (algumas, já em andamento) fundadas no federalismo cooperativo - vale dizer, dando maior peso a ações que se prestem à colaboração prática entre os três níveis da federação. "A terceira finalidade da iniciativa é organizar campanha de esclarecimento e persuasão que leve o Nordeste, mais uma vez, ao centro da atenção e do debate nacional. É imprescindível que o Nordeste apareça no imaginário do país como vanguarda potencial de uma estratégia para o desenvolvimento do Brasil". Para que isto aconteça, será necessário deflagrar uma série de inovações institucionais, animadas pelo propósito último de democratizar a economia de mercado.

A iniciativa, como disse em texto anterior, se assenta em quatro premissas: não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste; o Nordeste se ressente, hoje, da falta de um projeto regional de desenvolvimento; assim como não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste, não há solução para o Nordeste sem solução para o semiárido nordestino; um Projeto Nordeste, agora, deve colocar suas fichas no empreendedorismo emergente e na inventidade tecnológica popular.

Cabem alguns comentários, com relação a cada uma das premissas. Primeiro: o Brasil nunca vai se realizar, como nação plenamente desenvolvida, enquanto não resolver a questão da pobreza (daí, a ênfase corretíssima de Dilma Rousseff no combate à miséria) - e muitas das áreas e populações mais pobres do Brasil estão no Nordeste, ao tempo em que a região apresenta realidades indispensáveis à transformação nacional. Segundo: apesar da capacidade empreendedora e cultural, das obras infraestruturais em curso, da renovação da cultura política e da existência de pensadores e cientistas centrados no problema, não temos, hoje, como tivemos com Celso Furtado, um projeto geral capaz de orientar, em seu conjunto, o desenvolvimento nordestino.

Vazio projetual que vem sendo preenchido por coisas perniciosas. Como a busca particularista de incentivos e subsídios, lances fragmentários (ainda que se manifestem em grandes obras físicas) e as ilusões do "pobrismo" e do "sãopaulismo". No caso do "pobrismo", sobretudo com vistas ao semiárido, pensa-se apenas em pequenas ações, em coisas vicinais, que evitam o pior, mas são incapazes de desenvolver a região. No caso do "sãopaulismo", o máximo a que se pode chegar é à transformação do Nordeste numa versão tardia e hoje superada da São Paulo de meados do século 20. Quando, ao contrário, cabe ao Nordeste colocar "sua própria originalidade a serviço da originalidade do Brasil". Mais: "Aliados, o pobrismo e o sãopaulismo ocupam o espaço que deveria pertencer a uma alternativa capaz de soerguer o Nordeste como exemplo para o Brasil".

Quanto à terceira premissa (não há solução para o Nordeste sem solução para o semiárido), deve-se lembrar que abandonar o semiárido ao "pobrismo" é condenar a sua população a ser, definitivamente, estoque de mão-de-obra barata, "exército de reserva". Quanto à quarta, o Nordeste exibe, de fato, um empreendedorismo emergente. Mangabeira: "Seus veículos mais importantes são dezenas de milhares de pequenas e médias empresas. Seu agente social é a segunda classe média, mestiça, que vem de baixo, luta para abrir e manter pequenos negócios, estuda à noite, filia-se a novas igrejas e a novos clubes e constrói cultura de autoajuda e de iniciativa". A segunda força construtiva está na inventividade tecnológica popular - "cujas realizações surpreendentes contrastam com a limitada formação de seus agentes. Em Picos, no sudeste do Piauí, por exemplo, vê-se uma apicultura servida por máquinas comparáveis ao melhor do que existe na apicultura do mundo, mas inteiramente concebidas, desenhadas e fabricadas por gente com formação secundária".

Bem. Aí estão, esquematicamente, as premissas de que parte o projeto mangabeiriano, esqueleto que solicita, dos nordestinos, seu preenchimento com carne, alma-coração, músculos e veias. Num próximo artigo, tentarei dar conta, também de modo sintético e esquemático, do conjunto de diretrizes gerais para um possível e inadiável esforço global de desenvolvimento regional.

PMDB

Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

O ex-Governador José Maranhão afirmou em Campina Grande que, em 2014, a vez será do prefeito Veneziano Vital do Rêgo disputar o Governo do Estado pelo PMDB. Segundo Maranhão, Veneziano reúne todas as condições que os paraibanos exigem para governar o Estado.

"A vez é de Veneziano. Ele é um político jovem, futuroso e o nosso partido não pode deixar de contemplar um quadro que, por tudo o que a Paraíba sabe, traz um cabedal extraordinário, tanto do ponto de vista eleitoral, quanto do ponto de vista pesssoal, pela experiência como administrador, em dois mandatos, de uma cidade complexa, de uma cidade grande como é Campina Grande", afirmou José Maranhão.

Ele afirmou que Veneziano poderá dar uma grande contribuição ao desenvolvimento da Paraíba, considerando o seu dinamismo, suas qualidades de administrador e sua dedicação à vida pública. "Em breve a Paraíba vai reconhecer isso que Campina Grande já reconehce", disse o ex-governador, referindo-se ao que Veneziano tem feito por Campina, na qualidade de prefeito

Floresta Amazônica é ameaçada aqui no Maranhão


  • Floresta Amazônica é ameaçada por posseiros

  • Segundo Ibama, área devastada é do tamanho da cidade de Campinas (SP)


  • A ocupação ilegal de posseiros ameaça a preservação da Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão. Um levantamento feito pelo governo federal mostrou que atualmente 202 posseiros ocupam a reserva sem comprovar propriedade. A área de preservação, criada em 1989, busca proteger o que restou da vegetação de floresta amazônica no estado.
    “Fizemos todo um levantamento territorial e estamos questionando a legalidade de uma série de títulos que foram apresentados. Alguns deles também não foram apresentados ainda e nós estamos fazendo um esforço grande para a consolidação da unidade”, afirmou o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello.
    De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 946 km² já foram devastados, uma área maior que a cidade de Campinas, em São Paulo.
    O prefeito de Davinópolis, município vizinho da reserva, Chico do Rádio (PDT), também afirmou ser dono de uma fazenda dentro da floresta. Ele diz que fez a compra do terreno no ano passado e que pagou R$ 30 mil.
    “Deve dar aí uns 3 mil, 4 mil hectares, 2.500. Mais ou menos essa média lá. Cabeças de gado, deve ter uns 1.800, 1.700. Gado entre macho e fêmea”, disse o prefeito.
    Chico do Rádio entrou com pedido na Justiça para que o estado pague R$ 6 milhões de indenização para devolver a área à reserva.
    O governo federal informou que ele nunca apresentou documentação da propriedade. O prefeito diz que, por enquanto, vai manter as atividades no local.
    A presença de posseiros na região facilita o acesso de madeireiros que também ameaçam a preservação da floresta. O sobrevoo da área de preservação mostra clareiras abertas pelos madeireiros em meio à mata densa e até uma madeireira funcionado dentro da reserva.

Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

Maranhão diz que em 2014 a vez será de Veneziano disputar o Governo do Estado pelo PMDB

O ex-Governador José Maranhão afirmou em Campina Grande que, em 2014, a vez será do prefeito Veneziano Vital do Rêgo disputar o Governo do Estado pelo PMDB. Segundo Maranhão, Veneziano reúne todas as condições que os paraibanos exigem para governar o Estado.

"A vez é de Veneziano. Ele é um político jovem, futuroso e o nosso partido não pode deixar de contemplar um quadro que, por tudo o que a Paraíba sabe, traz um cabedal extraordinário, tanto do ponto de vista eleitoral, quanto do ponto de vista pesssoal, pela experiência como administrador, em dois mandatos, de uma cidade complexa, de uma cidade grande como é Campina Grande", afirmou José Maranhão.

Ele afirmou que Veneziano poderá dar uma grande contribuição ao desenvolvimento da Paraíba, considerando o seu dinamismo, suas qualidades de administrador e sua dedicação à vida pública. "Em breve a Paraíba vai reconhecer isso que Campina Grande já reconehce", disse o ex-governador, referindo-se ao que Veneziano tem feito por Campina, na qualidade de prefeito.

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